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Morgan Stanley e Goldman dizem que ações ainda não acharam piso

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(Bloomberg) -- O rali nos mercados de ações pode ser de curta duração, já que as pressões inflacionárias permanecem altas e uma recessão nos EUA parece cada vez mais provável, segundo estrategistas do Morgan Stanley e do Goldman Sachs.

Embora a queda nas ações desde o início do ano reflita as expectativas dos investidores de uma contração no crescimento, “não acho que uma recessão profunda esteja sendo precificada ainda”, disse Peter Oppenheimer, estrategista-chefe de renda variável global do Goldman Sachs. “É prematuro acreditar que a inflação vai cair rapidamente ou que a pressão diminuiu para o Federal Reserve e outros bancos centrais apertarem”, disse ele à Bloomberg TV.

Para Michael J. Wilson do Morgan Stanley, as chances de uma recessão nos EUA continuam a aumentar, com o modelo do banco mostrando uma probabilidade de 36% nos próximos 12 meses, enquanto outros alertas incluem aumento de pedidos de auxílio-desemprego e queda de vagas de emprego. “O rali contra a tendência pode continuar, mas não se engane, não acreditamos que esse mercado de baixa tenha acabado, mesmo que evitemos uma recessão”, disse ele em nota.

Os principais estrategistas de Wall Street estão pedindo cautela à medida que os mercados de ações dos EUA e Europa se recuperam em meio a apostas de que o Fed não vai decidir por um aumento agressivo demais de juros em sua reunião na próxima semana, enquanto novos dados mostraram um declínio maior do que o esperado nas expectativas de inflação de longo prazo dos consumidores americanos.

Com perspectivas macroeconômicas ainda sombrias, os investidores se voltam para a temporada de balanços corporativos para ver se os lucros têm sido resilientes ao aumento de preços e ao pessimismo.

Os estrategistas do JPMorgan dizem que os mercados podem passar por uma onda de notícias negativas relacionadas a lucros.

Wilson, do Morgan Stanley, que tem sido um dos pessimistas mais firmes em relação a renda variável este ano e que previu corretamente a última liquidação, disse estar “cético” sobre as expectativas de que as pressões sobre lucros diminuiriam após o segundo trimestre.

“A combinação de pressão contínua de mão de obra, matérias-primas, estoques e custos de transporte, juntamente com a desaceleração da demanda, representa um risco para as margens de lucro que não se reflete nas estimativas”, disse Wilson, acrescentando que, mesmo que as estimativas de crescimento de receita permaneçam estáticas, um retorno aos níveis de margem líquida pré-Covid implicam um impacto de 10% no lucro por ação.

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