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Moradores de vilarejo na França não querem a instalação de antenas Starlink

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

A SpaceX, empresa de Elon Musk, segue a todo vapor na megaconstelação de satélites Starlink, que será utilizada para fornecer internet de alta velocidade em todo o mundo. Para isso, é preciso instalar algumas antenas em solo para os equipamentos dos usuários receberem a internet. Assim, o vilarejo de Saint-Senier-de-Beuvron, na França, foi um dos quatro lugares escolhidos no país para receber as antenas — mas os moradores locais não estão nada felizes com isso.

A Sipartech, a contratante da Starlink na França, já conseguiu a aprovação regulatória para instalar nove estruturas em forma de cúpula para proteger as antenas necessárias para o uso da internet, que ficariam em Saint-Senier; contudo, em dezembro, o vilarejo emitiu um decreto para bloquear a construção dos componentes. A Sipartech vai tentar recorrer, porque o decreto foi emitido com base em uma questão técnica e, possivelmente, não poderá ser bloqueado outra vez.

Cada usuário recebe uma antena própria, necessária para a conexão à internet (Imagem: Reprodução/SpaceX)
Cada usuário recebe uma antena própria, necessária para a conexão à internet (Imagem: Reprodução/SpaceX)

O vilarejo tem cerca de 350 habitantes, e a maior preocupação dos residentes envolve eventuais riscos do sinal da rede: “o projeto é totalmente novo e não temos ideia do impacto destes sinais”, disse Noemie Brault, prefeita interina do vilarejo. "Como precaução, o conselho municipal disse não", afirma. Ela, que é fazendeira, explica estar preocupada porque não há dados sobre eventuais efeitos dos sinais na saúde das pessoas ou dos animais: “e quando você ouve que ele [Elon Musk] quer implantar chips no cérebro das pessoas, é assustador”, completou, em relação ao projeto Neuralink, que vislumbra a implantação de chips no cérebro para conectar pessoas a máquinas.

Já Francois Dufour, fazendeiro aposentado, vê outros motivos para preocupação da comunidade com potenciais impactos: “os riscos das ondas eletromagnéticas é algo que já vimos com as linhas de alta tensão, que incomodaram vários fazendeiros da área”, disse. Embora a ANFR, a agência francesa que aprovou as estações da Starlink, já tenha comunicado que não há riscos para os moradores, Jean-Mar Belloir não ficou convencido: “estamos sempre online na nossa fazenda, mas quando você vê o alcance dessas antenas, é preciso ter algum tipo de pesquisa nos possíveis impactos”.

Além disso, Anne-Marie Falguieres, que mora perto de onde a estação será instalada, não sabe se os moradores vão poder arcar com os custos do serviço — é preciso pagar U$ 499 pelo kit com os componentes para usar a rede e mais uma taxa mensal de U$ 99.

Os primeiros satélites Starlink foram lançados em 2019 e, hoje, a SpaceXconta com mais de mil deles na órbita da Terra. A ideia é que, quando estiver totalmente operacional, a rede com milhares de satélites forneça internet banda larga de alta velocidade para todo o mundo, mesmo em localidades remotas. Assim, a receita gerada pelos satélites será direcionada ao desenvolvimento do foguete reutilizável Starship que, futuramente, será usado para levar tripulantes e cargas para Marte.

Fonte: Canaltech

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