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Moradores de SP protestam após morte de jovem negro de 15 anos e ateiam fogo em ônibus

Moradores da Vila Clara, na periferia da zona sul de São Paulo, incendiaram sete ônibus - Foto: Bruno Souza/Twitter/Reprodução

Moradores do Vila Clara, na periferia da zona sul de São Paulo, incendiaram sete ônibus na noite desta segunda-feira (15), segundo Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), em protesto pela morte de Guilherme Silva Guedes, de 15 anos.

De acordo com a família do jovem, Guilherme foi visto com vida pela última vez na porta da casa de sua avó, na madrugada de domingo (14), antes de ser levado em uma viatura da Polícia Militar por dois agentes. Ele foi encontrado morto na cidade vizinha Diadema, na Grande São Paulo, horas depois.

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O protesto começou ao final da tarde, quando moradores do bairro onde Guilherme morava fecharam a Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira. Por volta das 20h, manifestantes começaram a incendiar ônibus, pedindo justiça.

Durante a manifestação, policiais foram filmados agredindo moradores em outros pontos do bairro. Em um vídeo que circula nas redes sociais, dois agentes abordaram um homem e um deles deu um soco no morador, que revidou e começou a trocar socos com os policiais.

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Segundo a SSP, a Polícia Militar “analisa as imagens citadas para identificar os policiais envolvidos e adotar as sanções cabíveis em relação às respectivas condutas”. Um adolescente foi apreendido por dano qualificado, incêndio e conduzido ao 26º DP.

É pelo menos o terceiro sequestro de jovem negro pelas Polícias Militares do Brasil e a segunda morte desde sexta-feira (12).

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