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Moradores do Morro Azul, na Zona Sul do Rio, criam Censo comunitário para reunir dados reais sobre a comunidade

·4 minuto de leitura

Em uma iniciativa inédita, moradores da Comunidade Morro Azul, na Zona Sul do Rio, se uniram para um recenseamento. O projeto piloto acontece na manhã deste domingo na localidade, que fica entre três bairros: Flamengo, Botafogo e Laranjeiras. É a primeira vez que a população se une na favela para um censo comunitário. O objetivo é saber todas as informações da favela, como o número total de moradores, de comércios, de escolas e de creches. A última pesquisa foi realizada em 2010 com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Intitulado de “Nós por nós mesmos, em dados” será contabilizado e encaminhado para a Prefeitura do Rio. Os moradores querem melhorias da região.

Maria Joana Ferreira, a tia Nana, de 55 anos, é nascida e criada no Morro Azul. Ao longo dos anos ela viu a favela crescer.

— Esse censo representa o começo de um furto para a nossa comunidade. Tudo de melhoria para a favela. A gente sempre precisa de melhoria, né. Aqui era diferente. Eram barracos de madeiras, de alvenaria. Os moradores se juntaram para mudar as casas. Agora, quem vive aqui se une para o recenseamento. Essa é uma semente de melhorias — diz.

Com vista para o Pão de Açúcar e para o Cristo Redentor, o Morro Azul — segundo a Associação de Moradores — hoje reúne cerca de quatro mil pessoas e pouco mais de 500 casas. A ocupação da favela teve início a partir de 1930.

— O diferencial são as casas verticais. Antigamente, as famílias tinham cinco, seis, sete filhos. E houve uma necessidade de crescimento das casas. Mas como não tinha para onde expandir, as pessoas começaram a fazer andares superiores. Com o censo teremos a real dimensão da comunidade — afirma Maurício Nascimento, presidente da Associação de Moradores.

Atualmente, existe só uma creche, a Padre Aleixo, que atende 90 crianças, com idades de 1 a 4 anos. Antes da pandemia existiam na favela curso de acupuntura, massagem, fisioterapia e dança.

A universitária Naryane Ferreira de Oliveira, de 22 anos, lembra que a juventude necessita de projetos na localidade e salienta que um recenseamento traz um olhar diferenciado.

— Traz visibilidade para a comunidade e ajuda em projetos sociais, principalmente. Por conta da pandemia, muitas ações pararam. Mas esperamos que volte futuramente — conta a jovem que completa: — É a primeira vez que vejo os moradores se unindo para um projeto tão grandioso como esse. Várias pessoas de fora que estão vindo e se importando com a gente.

Ideia partiu de moradora

A ideia do censo partiu da bacharel em Direito Jackeline Nascimento, há dois meses. Ela afirma que todo o material será analisado e posteriormente será encaminhado para a Prefeitura do Rio.

— Esse é um projeto piloto aqui na comunidade. Queremos os dados reais para a partir dele buscarmos políticas públicas para a melhoria da cidade — disse Jackeline.

Ao todo, 30 moradores ajudam na coleta das informações.

— Todas as pessoas que estão fazendo o censo são voluntários e moradores da comunidade que querem uma melhoria. A nossa comunidade foi construída através de mutirões e hoje, muitos deles, estão aqui para fazer esse recenseamento para a melhoria — completou.

O lançamento do censo contou com a presença do secretário municipal de Governo e Integridade Pública, Marcelo Calero; da secretária de Conservação e da subprefeita da Zona Sul, Anna Laura Secco; e da assistente social Ana Maria Ribeiro.

— Esse é um trabalho essencial para que a prefeitura possa fazer (mais para a população). Quando nós sabemos dos gargalos da comunidade, sabemos o que fazer. Não dá para fazer as coisas de intuição. Mas para implementar melhorias nos bairros e nas comunidades precisamos saber o que é necessário e quem receberá essa melhoria. É igual a casa: precisamos entender o que é necessário primeiro diante de tantos desafios — disse Calero.

Ao todo existem 28 comunidades nos 18 bairros da Zona Sul. Para Ana Maria Ribeiro, “um Censo comunitário dá identidade para uma favela”.

— O Morro Azul tem suas particularidades. O Censo comunitário para nós, eu também sou de comunidade, e é importante porque dá identidade para quem mora na comunidade. Além disso, traz o pertencimento e dá uma integração entre poder público e habitantes.

Anna Laura Secco, secretária de Conservação, prometeu melhorias:

— É importante entender o que a localidade precisa. O censo é muito importante. Paralelo a esse recenseamento, vamos atuar em áreas aqui da comunidade que precisam de obras.

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