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Montadoras japonesas não atingem esforços de descarbonização, aponta estudo do Greenpeace

Escapamento automotivo emite fumaça

TÓQUIO (Reuters) - As montadoras japonesas Toyota, Honda e Nissan ficaram em último lugar em um ranking do Greenpeace sobre os esforços de descarbonização de 10 montadoras, disse o grupo ambientalista nesta quinta-feira.

O Greenpeace classificou a Toyota como a última entre as 10 maiores montadoras em volume de vendas - mesma posição do ano passado - e apontou que os veículos com emissão zero representaram menos de 1% das vendas da empresa, bem como observou um lento progresso na descarbonização da cadeia de suprimentos.

A montadora japonesa agora é alvo frequente de críticas de ativistas e investidores verdes, que afirmam que ela não adota os veículos elétricos a bateria (BEVs) com rapidez suficiente.

"O tempo para os híbridos, eu acho, acabou", disse Daniel Read, ativista de clima e energia do Greenpeace Japão.

O estudo mediu o progresso na eliminação progressiva dos motores de combustão interna, descarbonização da cadeia de suprimentos e redução e eficiência de recursos.

Nissan e Honda ficaram em 8º e 9º, respectivamente, ambas caindo três lugares em relação ao ano passado.

O Greenpeace disse que a Honda não tem um roteiro para atingir suas próprias metas, incluindo tornar veículos de emissão zero e veículos com célula de combustível como 100% das novas vendas. O grupo ambiental também afirmou que as vendas de veículos de emissão zero não cresceram significativamente para a Nissan, que foi considerada pioneira no mercado de veículos totalmente elétricos com o Leaf.

Um porta-voz da Honda disse que continuará trabalhando para a neutralidade de carbono até 2050. Um porta-voz da Nissan se recusou a comentar o relatório do Greenpeace, mas disse que a empresa continuará a acelerar seus esforços de eletrificação.

A General Motors manteve a primeira posição, apesar de pontuar apenas 38,5 em 100 pontos.

(Por Satoshi Sugiyama)