Monsanto suspende cobrança de royalties de espécie de soja transgênica

Rio de Janeiro, 23 jan (EFE).- A multinacional Monsanto chegou a um acordo com os agricultores brasileiros para deixar de cobrar os royalties pelo uso de sementes de soja transgênicas, segundo um acordo anunciado nesta quarta-feira entre a companhia, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as federações do setor de dez estados.

O acordo vale para as colheitas de 2012 e 2013 da semente de soja Roundoup Ready de primeira geração, que é resistente ao herbicida Roundoup, o mais usado no mercado e também fabricado pela Monsanto.

Os dez estados que firmaram o acordo são Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, que respondem a 70% da produção de soja do país.

Produtores do Mato Grosso estão em litígio com a Monsanto na justiça par evitar o pagamento dos royalties destas sementes geneticamente modificadas, pois consideravam que os direitos de propriedade intelectual da companhia acabaram em setembro de 2010, enquanto a empresa argumenta que pode cobrá-los até 2014.

Ao assinar o acordo, os agricultores se comprometeram a reconhecer a importância dos direitos de propriedade intelectual e do pagamento dos royalties no desenvolvimento da indústria agrícola, segundo um comunicado da empresa.

Além disso, comprometeram-se a adquirir as sementes de soja Intacta RR2 Pró, a segunda geração deste transgênico, que estará disponível a partir da colheita 2013-2014 e sobre o qual a Monsanto voltará a cobrar royalties.

Segundo o comunicado assinado nesta quarta-feira entre a CNA e a Monsanto, as duas entidades concordam em trabalhar "para viabilizar a aprovação de tecnologias que possam ser aplicadas no Brasil e que resultem na expansão das exportações brasileiras para mercados internacionais".

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de alimentos geneticamente modificados, cultivados em uma extensão de 30 milhões de hectares no país, segundo dados da Monsanto. EFE

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