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Monkeypox pode ser transmitida antes dos primeiros sintomas, sugere estudo

Cientistas sugerem que a transmissão da varíola dos macacos (monkeypox) pode ocorrer antes do aparecimento dos primeiros sintomas e sinais, o que ajuda a explicar como o surto ganhou as proporções atuais. A questão da transmissão pré-sintomática não consta da maioria das orientações sobre como prevenir a doença hoje e ainda deve ser melhor investigada.

Publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ), o estudo sobre a transmissão da monkeypox antes dos sintomas foi realizado por pesquisadores da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (Ukhsa). A pesquisa trabalhou com modelagem matemática, feita a partir dos dados locais.

Entenda a descoberta sobre a transmissão da monkeypox sem sintomas

No estudo, os pesquisadores britânicos analisaram casos de 2,7 mil pessoas infectadas pela varíola dos macacos entre os meses de maio e agosto de 2022. O período médio de incubação da doença foi estimado em 7,6 dias, após o contato com o vírus. No entanto, alguns casos de transmissão ocorreram antes do período.

Estudo sugere que a monkeypox pode ser transmitida antes dos primeiros sintomas e sinais, como as erupções na pele (Imagem: R. Robinson/CDC)
Estudo sugere que a monkeypox pode ser transmitida antes dos primeiros sintomas e sinais, como as erupções na pele (Imagem: R. Robinson/CDC)

"A transmissão pré-sintomática pode ser facilitada por tipos específicos de interações de alta intensidade (por exemplo, contatos sexuais), onde cargas virais pré-sintomáticas mais baixas são infecciosas", sugerem os autores do estudo sobre a descoberta.

Outro ponto é que "essa transmissão pré-sintomática também possa ser transmitida antes que os sintomas sejam detectados, e não antes do início dos sintomas clínicos, porque os indivíduos podem ter lesões das quais desconhecem — isso pode ser mais importante para lesões internas".

Aqui, cabe destacar que o período do início dos sintomas foi autodeclarado no estudo, ou seja, foram somente contabilizadas a partir do dia em que o paciente identificou algo em seu corpo, como uma erupção em local visível.

Este estudo "é uma peça importante no quebra-cabeça sobre a transmissão, mas, pessoalmente, quero vê-la unida a outras peças de outros tipos de estudos antes de dizermos que a transmissão assintomática ou pré-sintomática é conhecida por ser responsável por uma proporção substancial de transmissão do [atual] surto", afirma Jake Dunning, pesquisador da Universidade de Oxford que não esteve envolvido no estudo, em comunicado na plataforma SMC.

Existe transmissão pré-sintomática da varíola dos macacos?

No momento, o consenso é de que a transmissão pré-sintomática da varíola dos macacos deve ser melhor investigada. Neste cenário, as autoridades de saúde continuam a orientar que o vírus é transmitido, somente após o aparecimento dos primeiros sintomas.

“Uma pessoa com varíola dos macacos pode espalhá-la para outras desde o momento em que os sintomas começam até a erupção ter cicatrizado completamente e uma nova camada de pele se formar”, esclarece o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.

Vale lembrar que, na terça-feira (1), a Organização Mundial da Saúde (OMS) manteve a classificação da varíola dos macacos como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (Pheic). Este é o nível de alerta máximo e mais alto da OMS para doenças, e continua a ser adotado para classificar a covid-19.

Fonte: Canaltech

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