Mercado abrirá em 5 h 57 min
  • BOVESPA

    121.909,03
    -128,97 (-0,11%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.867,15
    +618,15 (+1,26%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,49
    -0,43 (-0,66%)
     
  • OURO

    1.834,40
    -3,20 (-0,17%)
     
  • BTC-USD

    55.789,21
    -3.162,71 (-5,36%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.475,48
    -85,82 (-5,50%)
     
  • S&P500

    4.188,43
    -44,17 (-1,04%)
     
  • DOW JONES

    34.742,82
    -34,98 (-0,10%)
     
  • FTSE

    7.123,68
    0,00 (0,00%)
     
  • HANG SENG

    28.032,32
    -563,38 (-1,97%)
     
  • NIKKEI

    28.608,59
    -909,71 (-3,08%)
     
  • NASDAQ

    13.273,00
    -83,75 (-0,63%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3591
    +0,0189 (+0,30%)
     

Monitoramento encontra dobro de mortes de índigenas por Covid do que número divulgado pelo governo

Bruno Alfano
·2 minuto de leitura

RIO - O número de mortes de indígenas, entre 23 de fevereiro e 3 de outubro de 2020, divulgado pelo Minsitério da Saúde é metade do que o levantado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

No período analisado, o governo contabilizou 330 mortes e a Coiab, 670. Já o número de casos é 14% menor: 22.127 registrados pelo ministério e 25.356 pelo grupo da sociedade civil.

A análise foi feita por membros da Coiab e divulgado em artigo científico publicado nesta segunda-feira pela revista “Frontiers”.

De acordo com a coordenação, a contagem é realizada desde março março de 2020, feita junto a lideranças, profissionais de saúde indígena, organizações da Rede COIAB e dados do Ministério da Saúde. Segundo o grupo, o objetivo é "revelar e evitar a subnotificação de casos da covid-19 entre os indígenas da Amazônia".

Ainda de acordo com a Coiab, os povos indígenas estão entre os grupos em situação mais vulnerável na pandemia da Covid-19.

"De acordo com o novo estudo, na Amazônia Legal a taxa de incidência é 136% mais alta do que a média nacional no período estudado, e 70% maior do que a média entre todos os habitantes da região. A taxa de mortalidade indígena por 100 mil habitantes é 110% superior à média brasileira e supera a média da região em 89%", diz o grupo.

Entre os motivos levantados pela Coiab, estão invasões dos territórios para grilagem e retirada de madeira e mineração ilegais.

— Há uma correlação direta entre a ocorrência de atividades ilegais nas terras indígenas e uma alta taxa de incidência de casos de covid-19 — diz a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Martha Fellows, que liderou o trabalho.

Entre os demais autores, estão pesquisadores indígenas da Coiab e cientistas da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB), da Fundação Oswaldo Cruz, do Lancaster Environment Center, do Reino Unido, e do Nature and Culture International, de Brasília.

O Ministério da Saúde afirma que os dados epidemiológicos relativos à covid-19 abrangem todos os indígenas atendidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASISUS) e são atualizados diariamente no site da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI): https://saudeindigena.saude.gov.br.

"Cabe ressaltar que os registros obedecem a critérios estritamente científicos e ao ordenamento jurídico que rege o funcionamento dos serviços de saúde indígena no Brasil", diz a nota.