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Conheça Mônica e as empresárias do Malembe, em Salvador (BA)

·4 minuto de leitura
Da esquerda para direita, no alto: Mônica Tavares, Daiane Menezes, Diana Rosa e Milena Moraes.
Da esquerda para direita, no alto: Mônica Tavares, Daiane Menezes, Diana Rosa e Milena Moraes.
  • Conheça Mônica, a microempresária que contou com a fidelidade dos clientes para salvar seu negócio na pandemia;

  • Aos 40 anos, a baiana possui três negócios, entre eles o Malembe, bar localizado no Centro Histórico de Salvador; “eu empreendo, quebro, levanto”;

  • Em março de 2021, quase 70% dos bares e restaurantes de Salvador estavam fechados, conforme indicou um levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Começar um negócio do zero e ter sucesso de primeira é algo que não condiz com a realidade de grande parte dos brasileiros, como a microempresária Mônica Tavares. A baiana de 40 anos começou a empreender aos 16 por necessidade e nunca mais parou. Atualmente é sócia do Malembe, foods & drinks, bar localizado no Centro Histórico de Salvador, mais precisamente em uma ladeira do Pelourinho.

“Naquela época a única coisa possível de abrir sem dinheiro algum foi uma banca de revistas na Ilha de São João, na cidade de Simões Filho. Nada original, né? Eu, minha mãe Jacira e meu irmão mais novo vendíamos revistas e usávamos a grana para pagar as contas e alimentação. Não deu certo e fechamos a banca”, recorda.

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Após a falência do primeiro negócio, Mônica buscou estágios e também trabalhou em uma empresa terceirizada, mas não conseguiu se ver em outro cenário que não fosse guiar o próprio empreendimento. Em 2010 ela abriu a primeira livraria LGBTQIA+ da Bahia, a GLS Presentes.

“Também quebrei por ter zero conhecimento de gestão e finanças. Aí entendi que não dá para empreender sem desenvolver conhecimentos técnicos como fluxo de caixa e administração. Só assim eu passei a, de fato, administrar não só os meus próprios negócios como a auxiliar outras empresas”, destaca a empreendedora, que também é proprietária da MEIBAHIA, empresa de consultoria na área de gestão de negócios, e da pousada Tamboleiro.

A abertura do Malembe, foods & drinks, surgiu da vontade de Mônica, a esposa Diana Rosa e as amigas Daiane Menezes e Milena Moraes em criarem juntas um bar onde não houvesse espaço para o machismo, racismo e qualquer outro tipo de discriminação.

“A proposta é firmar um lugar onde as pessoas se reconheçam, se identifiquem e se sintam representadas e respeitadas. O Malembe carrega isso desde sempre, e é para isso que a gente tem se esforçado”, conta Mônica.

A abertura do Malembe surgiu da vontade de Mônica, a esposa Diana Rosa e as amigas Daiane Menezes e Milena Moraes em criarem juntas um bar onde não houvesse espaço para o machismo, racismo e qualquer outro tipo de discriminação.
A abertura do Malembe surgiu da vontade de Mônica, a esposa Diana Rosa e as amigas Daiane Menezes e Milena Moraes em criarem juntas um bar onde não houvesse espaço para o machismo, racismo e qualquer outro tipo de discriminação.

O baque da pandemia

Em março de 2021, quando a pandemia completou um ano, quase 70% dos bares e restaurantes de Salvador estavam fechados, conforme indicou um levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). À pesquisa, representantes do setor relataram como as medidas restritivas estabelecidas pelo governo estadual para evitar aglomeração e conter o avanço da Covid-19 atingiram seus negócios.

Como empreendedora, Mônica conta que sempre enfrentou dificuldades para acessar financiamentos, empréstimos e capital de giro, o que só foi possível com as linhas de crédito abertas para microempreendedores na pandemia. “Mesmo com cadastro positivo, bom histórico bancário e documentação regular, somente na pandemia eu tive acesso à crédito. Ainda assim eu tive que articular outras formas para que meus negócios continuassem em andamento”, lembra a microempresária.

No caso do Malembe, Mônica, a esposa Diana e as outras duas amigas Daiane e Milena implementaram o sistema de retirada de pedidos, entre drinks e pratos, e contaram com a fidelidade dos clientes e parcerias, como a com a livraria Katuka Africanidades, onde na compra de dois livros o cliente ganhava um drink do Malembe.

“Nós apostamos as fichas na fidelização de um público incrível que conquistamos. Tem que existir um papo honesto com o consumidor. As pessoas estão atentas, possuem senso crítico para avaliar e apoiar projetos que são verdadeiros, por isso eu ainda consigo ser otimista mesmo com os números alarmantes registrados pela pandemia até aqui”, pondera Mônica.

Já na pousada Tamboleiro, localizada também no Centro Histórico de Salvador, onde o turismo move a economia, a empreendedora precisou virar a chave na forma em como o negócio funcionaria durante a crise provocada pelo coronavírus. “Tivemos um resultado inverso com relação à hospedaria. A gente passou a oferecer quartos para mensalistas, pois sem nenhuma festa e com as praias fechadas é natural que não tenha clientes para esse segmento”, explica.

Perspectivas para o futuro

Além dos efeitos econômicos como a diminuição no faturamento, Mônica acredita que nos próximos meses há outros desafios a serem percorridos com a saúde emocional dos empreendedores também afetada. “Precisamos humanizar um pouco as coisas e talvez até mesmo dentro da relação de consumo. Esse é o pensamento que carrego para ultrapassar esse período difícil”, diz.

A microempresária também encontra na família, com a esposa Diana e os animais de estimação, a força que precisa para seguir em frente. “É o que me faz levantar da cama todos os dias. É muito gratificante poder fazer o que eu gosto depois de anos dedicados aos meus negócios. Não digo que o objetivo foi alcançado, mas considero que estou em uma trajetória razoável para o que eu projetei 20 anos atrás. Eu empreendo, quebro, levanto e celebro a vida sempre que posso”, finaliza Mônica.

Domingo, 27 de junho, a Organização das Nações Unidas marca como o Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas. Para além das empresas e negócios, o Yahoo Finanças preparou uma série com histórias de vida para mostrar os desafios da profissão no Brasil.

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