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Moléculas orgânicas em Marte não importam na busca por vida. Eis o porquê!

Cientistas por trás das missões espaciais robóticas encontram moléculas orgânicas em Marte com frequência, mas será que isso é uma boa pista para a descoberta de vida por lá? Provavelmente não, e existem bons motivos para não empolgarmos muito com essas notícias.

Achar materiais orgânicos em outro planeta é importante, mas não pelos motivos que muitos podem pensar. Na verdade, moléculas como essas são encontradas não apenas por todo o Sistema Solar, mas por todo o espaço interestelar.

Não é surpresa alguma que elas existam nos planetas além da Terra, nos asteroides e planetas anões. Elas também estão em exoplanetas (mundos ao redor de outras estrelas que não o Sol) e em regiões de formação estelar.

Moléculas orgânicas no universo

Representação artística do disco de formação planetária ao redor da estrela IRS 48, onde moléculas de éter dimetílico foram encontrdas (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada, ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/A. Pohl, van der Marel et al., Brunken et al.)
Representação artística do disco de formação planetária ao redor da estrela IRS 48, onde moléculas de éter dimetílico foram encontrdas (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada, ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/A. Pohl, van der Marel et al., Brunken et al.)

Embora a palavra “orgânico” seja sugestiva, essas moléculas são simplesmente a grande família das substâncias que contém carbono e hidrogênio em suas composições. Mas, na verdade, a maioria delas são formadas por processos químicos inorgânicos.

Astrônomos já encontraram muitas espécies de moléculas orgânicas pelo universo, mas nenhuma delas é indício de vida alienígena. Por exemplo, já foram registradas 256 espécies orgânicas nas nuvens de poeira interestelar, mas obviamente não há seres vivos por ali.

Nessas nuvens, é comum encontrar álcoois, ácidos, aldeídos, aminas e hidrocarbonetos, cianetos e etila. Eles são encontrados em grande quantidade no centro galáctico e em quaisquer regiões onde estrelas se formem.

O meteorito de Murchison, encontrado na Austrália em setembro de 1969, contém toda uma família nova de aminoácidos (Foto: Divulgação)
O meteorito de Murchison, encontrado na Austrália em setembro de 1969, contém toda uma família nova de aminoácidos (Foto: Divulgação)

Compostos desse tipo, como formaldeído e metanol, são facilmente detectados em discos protoplanetários em torno de estrelas recém-nascidas. Nesses ambientes, asteroides, planetas e luas se formam, herdando as moléculas orgânicas quase onipresentes.

Em asteroides e nos objetos congelados do cinturão de Kuiper, por exemplo, há fulerenos (terceira forma mais estável do carbono depois do diamante e a grafite), alcanos e mais de 70 tipos de aminoácidos — inclusive toda uma família nova de aminoácidos foi descoberta no Meteorito Murchison. Apenas 22 aminoácidos estão relacionados à vida na Terra.

Além disso, foram encontrados novos tipos de moléculas orgânicas em Encélado, lua de Saturno; no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, na neblina de Plutão, em Vênus e em nebulosas.

O que significam as moléculas orgânicas em Marte?

Wildcat Ridge, uma rocha com cerca de 1 m de extensão, contém uma classe de moléculas orgânicas encontrada pelo Perseverance (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS)
Wildcat Ridge, uma rocha com cerca de 1 m de extensão, contém uma classe de moléculas orgânicas encontrada pelo Perseverance (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS)

A verdade é que a presença desses compostos orgânicos em Marte não é apenas esperada, mas necessária para validar o modelo de um universo abundante em moléculas orgânicas. Se elas não fossem encontradas no Planeta Vermelho, os cientistas teriam um problema para explicar o porquê.

Apesar disso, Marte ainda é o maior candidato para encontrarmos sinais de formas de vida antiga, ainda que provavelmente já tenham sido extintas há bilhões de anos. Para descobrir se os orgânicos encontrados por lá são realmente produzidos pela vida, serão necessárias missões para trazer amostras marcianas, como a Mars Sample Return, que deve ser lançada em algum momento entre 2027 ou 2028.

Fonte: Canaltech

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