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Moeda perde o fôlego depois de semana em disparada

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP - Vista externa da Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP - Vista externa da Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar oscilava entre estabilidade e leve queda frente ao real nos primeiros negócios desta quinta-feira (27), com a moeda perdendo fôlego depois de disparar 4,5% no acumulado dos últimos três pregões, enquanto investidores monitoravam o noticiário político doméstico e aguardavam a decisão de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) e dados econômicos dos Estados Unidos.

Às 9h04 (horário de Brasília), o dólar recuava 0,17%, a R$ 5,3729.

Na quarta-feira (26), o mercado de ações do Brasil caiu pela terceira vez seguida nesta quarta-feira (26). No câmbio doméstico, o dólar ganhou força contra o real, apesar da desvalorização da moeda americana no exterior.

O Ibovespa perdeu 1,62% e recuou aos 112.763 pontos. O dólar comercial à vista subiu 1,10%, cotado a R$ 5,3820.

Analistas apontam a polarizada disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT), que decidem o segundo turno das eleições neste domingo (30), como a principal causa da queda de quase 6% da Bolsa de Valores no acumulado desta semana.

Havia, no entanto, outras preocupações no radar. Entre as quais estão sinais de um rebote da inflação às vésperas da decisão do Copom (comitê de política monetária) do Banco Central do Brasil, que divulgou nesta quarta (27) a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75%.

Após recuar por dois meses, o IPCA-15 (prévia da inflação oficial) voltou a subir em outubro, informou nesta terça-feira (25) o IBGE. A alta foi de 0,16%.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, parâmetro da Bolsa de Nova York, cedeu 0,74%. O indicador Nasdaq tombou 2,04%.

Esse índice concentra empresas de tecnologia com maior potencial de crescimento e, nesta quarta, foi prejudicado pelo pessimismo gerado por resultados negativos de grandes companhias desse segmento, as chamadas "big techs".

Relatórios pessimistas também intensificaram preocupações com uma desaceleração econômica global. As vendas de casas recém-construídas nos Estados Unidos despencaram em setembro, enquanto as taxas de hipoteca atingiram seu nível mais alto em mais de duas décadas, reportou a Reuters.

Após o fechamento do mercado, a Meta, controladora do Facebook, reportou que sua receita no terceiro trimestre caiu para 4% em 12 meses, para US$ 27,7 bilhões, enquanto os custos e despesas da empresa aumentaram 19%, para US$ 22,1 bilhões.