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Modificação genética reduz população de mosquitos da dengue nos EUA

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Em abril do ano passado, a empresa de biotecnologia Oxitec criou mosquitos da dengue (Aedes aegypti) geneticamente modificados em laboratório, e um relatório publicado na última segunda-feira (18) na revista Nature traz os resultados de um ano de experimentos. Na prática, essa técnica foi responsável por diminuir notavelmente a população da espécie na Flórida (EUA).

Os testes foram feitos em uma cadeia de ilhas tropicais perto do extremo sul da Flórida. Ao todo, a empresa liberou cerca de cinco milhões de mosquitos Aedes aegypti modificados para carregar um gene letal para a prole feminina. Liberados no ambiente, esses machos modificados acasalam com fêmeas selvagens, e suas proles fêmeas morrem antes que possam se reproduzir.

A projeção dos pesquisadores é que, à medida que cada geração acasala, mais fêmeas morrem e a população de Aedes aegypti passa a diminuir. A equipe descobriu que o gene letal persistiu por dois a três meses, o que equivale a três gerações de descendentes do mosquito.

Para conduzir os experimentos, os pesquisadores colocaram caixas de ovos de mosquitos em propriedades particulares cercadas com armadilhas, e coletaram cuidadosamente mais de 22 mil ovos que essa geração anterior de mosquitos botou, levando de volta ao laboratório. Lá, eles examinaram as larvas com fluorescência, já que a modificação genética tem um efeito secundário que fez os mosquitos afetados brilharem.

Modificação genética reduz população de mosquitos da dengue nos EUA (Imagem: EdVal/Envato)
Modificação genética reduz população de mosquitos da dengue nos EUA (Imagem: EdVal/Envato)

No relatório, a equipe conta que nenhum mosquito portador do gene letal foi encontrado além de 400 metros dos pontos de liberação, mesmo após várias gerações. No entanto, os estudos não vão avaliar se o método reduz a transmissão da dengue ou de outros vírus transportados pelo Aedes aegypt, porque a empresa teria que investir em um teste controlado em outro lugar e executar o estudo como um teste clínico.

O projeto ainda menciona que a modificação genética dos Aedes aegypti também não reduzirá a necessidade de pesticidas, uma vez que a espécie representa apenas cerca de 4% da população de mosquitos na região.

Fonte: Canaltech

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