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Moderna começa estudo de vacina da COVID-19 de mRNA para grávidas

·2 minuto de leitura

Na segunda-feira (12), a farmacêutica norte-americana Moderna anunciou que deve iniciar um novo estudo sobre os efeitos da vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2, especificamente, em gestantes. A pesquisa está programada para começar na semana que vem. Em paralelo, mulheres grávidas que receberam o imunizante de mRNA (RNA mensageiro) contra a COVID-19 já são acompanhadas pela desenvolvedora.

O estudo foi desenhado para observar de forma abrangente os potenciais efeitos, positivos ou negativos, do imunizante contra a COVID-19 nas mulheres grávidas e nos bebês. Além disso, os pesquisadores devem avaliar se a vacina de mRNA pode causar alguma complicação durante a gestação.

Moderna lançará estudo de vacina de mRNA em grávidas (Imagem: Reprodução/Freestocks/Pexels)
Moderna lançará estudo de vacina de mRNA em grávidas (Imagem: Reprodução/Freestocks/Pexels)

A farmacêutica também monitorará os bebês nascidos dessas gestantes por um ano após o nascimento. A ideia é verificar se alguma alteração potencial foi identificada nas crianças. No total, serão inscritas mil mulheres, em fase de gestação, com mais de 18 anos.

Os resultados serão importantes, porque, até o momento, não existem estudos 100% completos sobre a imunização com a fórmula da Moderna em gestantes. Apenas testes menores foram realizados com o grupo. A partir desses resultados preliminares, foi possível determinar que as grávidas recebessem o imunizante, nos Estados Unidos, por exemplo.

Vacinação de grávidas nos EUA

No momento, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA explicam que "grávidas ou puérperas estão em risco aumentado para casos graves da doença devido à COVID-19". Neste cenário, comentam que "se estiver grávida, você pode receber uma vacina contra a COVID-19".

"Com base em como essas vacinas atuam no corpo, os especialistas acreditam que é improvável que representem um risco para as pessoas que estão grávidas. No entanto, atualmente, existem dados limitados sobre a segurança das vacinas contra a COVID-19 em mulheres grávidas", ressaltam as autoridades.

Por outro lado, os CDC e a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) têm sistemas de monitoramento de segurança para coletar informações sobre a vacinação contra o coronavírus durante a gravidez. "A partir desses sistemas, os primeiros dados são preliminares, mas reconfortantes. Estes dados não identificaram preocupações de segurança para as grávidas que foram vacinadas ou para seus bebês", afirmam. No país, mais de 130 mil gestantes já receberam pelo menos uma dose, das quais 9 mil foram da Moderna.

"Além disso, as vacinas de mRNA não interagem com o DNA de uma pessoa nem causam alterações genéticas porque o mRNA não entra no núcleo da célula, que é onde o nosso DNA é guardado", completa o site dos CDC.

Fonte: Canaltech

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