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Moderadores do Instagram dizem que Irã ofereceu suborno para remover contas

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Um moderador e outro ex-moderador de conteúdo da língua persa do Instagram disseram que funcionários da inteligência do Irã teriam oferecido dinheiro para removerem contas de jornalistas e ativistas políticos. Entre 5 e 10 mil euros por perfil foram oferecidos aos profissionais para tomar a atitude.

Os moderadores também acusam colegas iranianos de defender vieses pró-regime na revisão de postagens da rede social. Segundo o relato da dupla, parte da população local reclamou que as postagens sobre recentes protestos contra o governo haviam sido excluídas. Na época, a Meta teria dito que as alegações eram falsas.

Um dos alvos que teria o perfil derrubado seria Masih Alinejad, autora e ativista iraniana-americana. No ano passado, o departamento de justiça dos EUA disse que autoridades iranianas tentaram atrair a jornalista de Nova York a um terceiro país para sequestrá-la.

Outra conta afetada foi o 1500tasvir, popular perfil mantido por ativistas opositores ao atual regime. Na quinta-feira passada (26), os administradores tuitaram que a conta do Instagram havia sido limitada com a justificativa de "proteger a comunidade". Normalmente, a plataforma toma essa medida apenas quando existe violação das regras de serviço.

Protestos tomaram conta do Irã desde o início de maio, após o governo cortar subsídios para a compra de alimentos básicos. Essa medida fez os preços dispararem e muita gente ficou sem ter dinheiro para comprar comida. Os iranianos reclamam da postura do atual governante, o líder Ali Khamenei.

Empresa terceirizada vai analisar

O ex-moderador de conteúdo declarou à BBC que conhecia muitos revisores que apoiavam o regime iraniano e estavam submetidos ao governo. No país islâmico, a empresa terceirizada Telus Internacional é a responsável por lidar com denúncias e reclamações de usuários do Facebook e Instagram.

Segundo o denunciante, não havia qualquer necessidade de justificar a exclusão de posts denunciados. Se um auditor percebesse, o máximo que ocorreria era uma queda na taxa de precisão em um ou dois pontos percentuais, mas nenhuma outra punição era aplicada.

A Telus disse à BBC que acredita que tais alegações são falsas, mas que iniciou uma investigação para compreender o ocorrido. A companhia garantiu que "não tem, nem nunca teve, nenhum vínculo com o governo iraniano". Isso porque os procedimentos atuais supostamente eliminariam a capacidade de revisores atuarem conforme convicções pessoais ou inclinações políticas durante o trabalho.

A empresa disse ainda que todos os moderadores contratados passam por um processo abrangente de triagem que inclui verificação de antecedentes para confirmar as qualidades necessárias para o cargo.

Meta negou a acusação

A BBC ressaltou que um porta-voz da Meta teria declarado não ter encontrado evidências para apoiar as alegações. "Nossas equipes de revisão removem conteúdo que infrinja nossas regras. Essas regras são deliberadamente detalhadas para evitar margem para viés ou interpretação, e as decisões dos revisores são auditadas regularmente para ajudar a garantir a precisão", disse via comunicado.

A gigante das mídias sociais garantiu a execução de auditorias semanais baseadas em amostras aleatórias para manter a qualidade e a precisão do trabalho. Essa aleatoriedade garantiria que nenhum moderador pudesse agir corretamente apenas quando desconfiasse estar sob auditoria.

Suspeita-se que vídeos dos protestos tenham sido removidos porque os manifestantes gritavam palavras de ordem e ameaças como "morte a Khamenei". A política da Meta é contrária à incitação da violência e proíbem pedidos de morte, mesmo se direcionadas a um chefe de Estado. É provável que novos fatos ainda surjam, principalmente porque a situação continua tensa no Irã.

Fonte: Canaltech

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