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Moderadora processa YouTube e afirma: trabalho gerou estresse pós-traumático

Felipe Demartini
·3 minutos de leitura

Uma ex-moderadora do YouTube está processando o Google na justiça americana, afirmando que seu trabalho a fez desenvolver stress pós-traumático e diversas outras doenças psicológicas. Ela acusa a empresa de não fornecer o suporte adequado aos trabalhadores enquanto os submete a imagens constantes de violência, abuso e outros conteúdos perturbadores, como parte do trabalho de análise manual de vídeos impróprios submetidos à plataforma.

O processo foi aberto nesta segunda-feira (21) pedindo indenizações e, também, o fornecimento de um ambiente de trabalho seguro e adequado para os colaboradores, de forma que eles tenham o auxílio psicológico adequado e não sofram pressões sobre produtividade devido ao fato de, segundo os documentos, o Google ter pouca gente trabalhando na verificação de conteúdos.

A ex-funcionária detalha que, ao longo de uma jornada de cerca de quatro horas de trabalho por dia, de 100 a 300 vídeos eram moderados, a maioria deles contendo imagens impróprias. A responsável pelo processo relata ter testemunhado diversas instâncias de tiroteios, assassinatos em massa, decapitações e situações de abuso infantil ou sexual, além de discursos de ódio ou palavras inflamadas de alguns criadores de conteúdo. Por conta disso, ela teria desenvolvido sintomas de stress pós-traumático e insônia.

Além disso, segundo o processo, a antiga moderadora desenvolveu agorafobia, o medo de estar em lugares fechados e lotados, bem como não consegue estar perto de crianças, o que também fez com que ela criasse um temor de engravidar. Ataques de pânico e ansiedade também estariam entre os sintomas da reclamante, que teria perdido amigos e cortado contato com familiares devido aos reflexos de um trabalho que, afirma, gera pressão não apenas pelo conteúdo visualizado, mas também pela exigência de resultados, incluindo uma taxa menor do que 5% para erros de interpretação e classificação dos vídeos.

Além de indenizações aos atingidos, a ação pede que o YouTube cubra as despesas médicas dos funcionários atingidos e crie um fundo voltado à saúde de seus funcionários, de forma a identificar problemas psicológicos e tratar da maneira adequada os moderadores que estejam desenvolvendo sintomas desse tipo. Tais benefícios devem ser aplicados não apenas ao pessoal interno, mas também aos terceirizados, como foi o caso da reclamante, que exerceu a função de janeiro de 2018 a agosto de 2019 por meio de uma agência da cidade de Austin, no Texas.

O pedido envolve uma demanda pessoal da reclamante, que disse ter pagado do próprio bolso por tratamento psicológico enquanto se submetia a milhares de vídeos violentos, gráficos e perturbadores no dia a dia de trabalho. De acordo com os advogados, a ideia é que mais moderadores e ex-colaboradores do YouTube que trabalhavam no setor se juntem ao processo, de forma que ele se transforme em uma ação de classe.

O processo, inclusive, é representado pela mesma firma de advocacia que, em 2018, iniciou uma ação semelhante contra o Facebook, também em nome dos moderadores da plataforma, que gerou um acerto de US$ 52 milhões entre a rede social e os reclamantes. Da mesma forma que o processo atual, o anterior também começou após o posicionamento de um único funcionário, que assim como a ex-YouTube, disse não ter suportado a pressão, pedindo demissão e lidando, meses depois, com os reflexos do trabalho realizado na empresa.

O YouTube não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Fonte: Canaltech

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