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Modelos de tumores impressos em 3D podem ajudar no combate ao câncer

Pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard em parceria com a Universidade Pen State, ambas nos Estados Unidos, desenvolveram modelos de tumor impressos em 3D que podem ajudar na elaboração de novas terapias mais eficazes contra o câncer.

Segundo os cientistas, essa tecnologia de bioimpressão em três dimensões utiliza células humanas reais, permitindo a criação de exemplares mais fiéis aos tumores de verdade, em vez de aproveitar amostras obtidas por meio de pacientes que passaram a conviver com a doença.

“As culturas de células em 2D que os cientistas costumam usar agora podem não capturar todas as complexidades de como o câncer cresce, se espalha e responde ao tratamento. Essa é uma das razões pelas quais tão poucos potenciais novos medicamentos contra o câncer podem passar em todos os ensaios clínicos”, explica o professor de medicina Y. Shrike Zhang.

Modelo impresso em 3D

Para os pesquisadores, um modelo bioimpresso em 3D pode ser a melhor opção para copiar o microambiente de um tumor — incluindo todas as partes de sua estrutura — como células mitocondriais, moléculas adjacentes e o vasos sanguíneos que cercam um câncer.

Sistema de bioimpressão usa células reais em vez de plástico para criar modelos de tumores (Imagem: leungchopan/Envato)
Sistema de bioimpressão usa células reais em vez de plástico para criar modelos de tumores (Imagem: leungchopan/Envato)

Esse processo de bioimpressão possui o mesmo conceito de impressão 3D convencional — em que um dispositivo libera pequenas quantidades de plástico ou outros materiais, camada por camada, para construir um objeto do zero. A diferença é que na bioimpressão, essas camadas são feitas de células vivas, capazes de criar estruturas biológicas como pele, órgãos ou ossos.

“Como a bioimpressão pode ser automatizada, ela permite que os pesquisadores criem modelos de tumores complexos e de alta qualidade em escala. Além disso, esses modelos 3D também têm o potencial de substituir ou reduzir o uso de animais em testes de drogas tumorais”, acrescenta a doutoranda em química Madhuri Dey, autora principal do estudo.

Modelos de tumores personalizáveis

Segundo os pesquisadores, esse novo sistema de bioimpressão em 3D também poderá ser utilizado no futuro para personalizar modelos de tumores mais realistas, baseados em biópsias de pacientes únicos, que permitiriam a criação de tratamentos individualizados e mais eficientes.

Os médicos poderiam, por exemplo, testar vários tipos de tratamentos nesses modelos específicos de cada pacientes, permitindo-lhes prever com mais precisão como esses indivíduos respondem a diferentes terapias, o que ajudaria os especialistas a decidir qual a melhor abordagem de tratamento.

“Nosso modelo 3D foi tratado com quimioterapia e imunoterapia e respondeu bem a ambos. Isso destaca o potencial desse sistema para revelar a resposta imune do corpo, podendo ser usado como uma espécie de “catalisador” de novas terapias, o que agilizaria muito no combate contra o câncer”, encerra Dey.

Fonte: Canaltech

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