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Modelo niteroiense ganhou autoestima e espaço na moda depois de ser clicada sem maquiagem

Eduardo Vanini
·2 minuto de leitura

Carolina Clarkson viveu até bem pouco tempo sem qualquer pretensão, como ela mesma diz, de ser modelo. “Não via pessoas como eu nas revistas ou na TV. Então, achava que não era para mim”, conta a niteroiense. “Não me recordo de ver gordas, pretas e com vitiligo em uma novela, por exemplo.” Agora, aos 23 anos, ela não sabe se vai seguir essa carreira ou a de arquiteta, profissão em que estará habilitada depois de concluir a graduação na UFF. Tampouco consegue responder se vai conciliar as duas coisas. Não faz mal. A graça, por ora, é curtir o momento.

O flerte com a moda começou aos poucos, desde que uma amiga do ensino médio pediu para fotografá-la, em 2015. Antes disso, Carolina costumava cobrir a pele com maquiagem, roupas fechadas e o próprio cabelo, desde que o vitiligo começou a se manifestar, quando tinha 9 anos. “Na escola, já me chamaram de vaca malhada. Fora isso, aonde eu ia, era constantemente invadida. Muita gente se sentia no direito de fazer comentários sobre a minha pele ou recomendar tratamentos sem que eu perguntasse”, recorda-se.

Ao ver as fotos feitas pela colega, a modelo viveu uma autêntica virada de chave. “Foi a primeira vez que vi a minha pele como bonita e única. Uma marca minha. Consegui olhar para o vitiligo com mais carinho”, diz. Em seguida, também começou a ter contato com o feminismo e com o movimento body positive, que lhe trouxeram ainda mais segurança. Uma postura prontamente farejada por outros fotógrafos e marcas de moda.

Carolina já posou para gigantes do ramo, como C&A e Pernambucanas, e grifes descoladas, como Cosmo e Aro. “Está acontecendo. Sei que ainda é o começo e tem muita coisa para rolar. Mas quero abraçar todas as oportunidades.”