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Moda praia muda de status com modelagens fora do comum e materiais que vão além da lycra

·2 min de leitura

Foi em Paris, no dia 5 de julho de 1946, em volta da piscina do Hotel Molitor, no 16ème, que o biquíni foi visto pela primeira vez. Criação do engenheiro de carros transformado em estilista Louis Réard, o duas-peças encontrou no extenso litoral brasileiro sua verdadeira vocação. Foi enfeitado com lacinhos, construído com materiais inusitados como o jeans e saiu das mesmice com modelagens absurdas, elevando seu status, deixando de ser meramente um “produto” de ir à praia. De repente, o beachwear ganhou contorno couture, luxo na última potência. Depois de um longo e pandêmico inverno, o verão 2021/2022 — 75 anos após o look impactar o mundo — promete fazer suspirar até a mais incrédula das fashionistas.

Com um desfile apoteótico no Caminho Niemeyer, em Niterói, a estilista santista Lenny Niemeyer celebrou 30 anos da marca que leva seu nome revirando o baú, mas com o cuidado de olhar para a frente. Os maiôs, fundamentais para a evolução do segmento, impressionaram com pétalas de organza e formas arquitetônicas. A Blueman, de Sharon Azulay, investiu no lurex, em aviamentos banhados a ouro e no brilho de constelação de estrelas. “São roupas que vão além da areia”, observou a estilista da grife. A Água de Coco, de Liana Thomaz, flertou com as artes e trouxe a obra da pintora Tarsila do Amaral para a moda praia. Elegante, a Vix, de Paula Hermanny, mirou os recortes para tirar o biquíni do sério, recurso também utilizado pela Haight, de Marcella Franklin.

Segundo a stylist Manu Carvalho, muitos desses looks são apenas para desfilar, causar nas redes sociais. É um statement fashion. “São peças para serem usadas no pré ou no pós-sol por causa dos designs incomuns e, por muitas vezes, serem mais compostas, com menos pele aparente”, analisou Manu, ressaltando que muitas marcas de prêt-à-porter mergulharam de cabeça no beachwear ou em coleções resort.

A carioca Andrea Marques uniu forças com a paulista Summer House e desenhou modelos chiques com estampas interessantes. “Era um desejo acompanhar a cliente em todos os momentos do dia”, disse ela. A PatBo, de Patricia Bonaldi, colocou nas araras biquínis, maiôs e deliciosos vestidos e calças.

Em Paris, onde tudo começou, a Chanel apresentou uma praia glamourosa, mesmo caminho da Balmain. Em Milão, Versace e Fendi investiram na ostentação.

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