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Mochilas de dólares recuperam produção petrolífera na Venezuela

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Em meio aos escombros da indústria petrolífera da Venezuela, empresas perfuradoras alcançaram uma façanha que muitos duvidavam, mais que dobrando a produção de petróleo em um período de um ano.

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A Petróleos de Venezuela (PDVSA) extraiu cerca de 908.000 barris diários na semana passada, segundo pessoas a par do assunto. Com a cotação do barril perto de US$ 75, o movimento é uma tábua de salvação para um país abalado por sanções dos EUA e sete anos de recessão.

Para chegar lá, a PDVSA recorreu a medidas extremas. De acordo com pessoas com conhecimento direto desses passos, a empresa oferece contratos a empresas locais desconhecidas com a promessa de pagamentos em sucata ou mochilas cheias de dólares (as sanções limitam o acesso da Venezuela ao sistema bancário). Para reduzir sua folha de pagamentos, a estatal pressiona as contratadas a escalar funcionários da PDVSA para projetos de curto prazo.

A empresa não respondeu aos pedidos de comentário da reportagem sobre a produção ou a compensação das prestadoras de serviços.

A recuperação da produção colocou a meta de 1 milhão de barris diários ao alcance de Nicolas Maduro, presidente do país que tem as maiores reservas de petróleo do mundo.

“A PDVSA construiu novas parcerias que lhe permitem aumentar a produção”, disse Antero Alvarado, sócio-gestor da consultoria Gas Energy Latin America. Mesmo com problemas financeiros, a empresa “está pagando prestadoras de serviços em meio à elevação dos preços do petróleo, sanções e parceiros tradicionais que não conseguem cobrar dívidas da PDVSA”.

A produção venezuelana de 908.000 barris por dia é próxima à de Omã, no Oriente Médio. Nos anos dourados da década de 1990, a Venezuela extraía mais que o triplo desse volume.

Em novembro, mais de meio milhão de barris de petróleo venezuelano eram carregados diariamente nos navios. Embora o destino desse petróleo não esteja claro, milhões de barris foram parar na China por meio de táticas que incluem o transbordo de carga, empresas de fachada e sinais de satélite silenciados.

Muitas das companhias que fazem perfuração para a PDVSA trabalham de modo irregular devido à falta de financiamento e aos pagamentos atrasados, segundo fontes a par da situação. A estatal continua prejudicada por anos de má gestão, falta de investimento estrangeiro e sanções econômicas impostas durante o governo do ex-presidente americano Donald Trump.

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