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Mito ou verdade: morcegos-vampiros só se alimentam de sangue?

·4 min de leitura

Dependendo da espécie, um morcego pode se alimentar exclusivamente de sangue — e é esta característica, no mínimo, curiosa que explica a sua associação direta ao mito dos vampiros. No entanto, o número de espécies que se alimenta de sangue (hematófaga) é bastante reduzido, apenas 3 das mais de 1,2 mil conhecidas.

Entre os morcegos que se alimentam apenas de sangue, existem duas espécies que buscam o sangue de aves, a espécie de morcego-vampiro-de-asas-brancas (Diphylla ecaudata) e a de morcego-vampiro-de-pernas-peludas (Diaemus youngii). Agora, capaz de "atacar" tanto aves quanto outros mamíferos é o famoso morcego-vampiro-comum (Desmodus rotundus). Inclusive, novas pesquisas apontam para o motivo que leva este último tipo de morcego a se alimentar exclusivamente de sangue.

Conheça o morcego-vampiro-comum

Algumas espécies de morcego, como o morcego-vampiro, pode se alimentar exclusivamente de sangue (Imagem: Reprodução/Daniel Streicker/CDC)
Algumas espécies de morcego, como o morcego-vampiro, pode se alimentar exclusivamente de sangue (Imagem: Reprodução/Daniel Streicker/CDC)

O morcego-vampiro-comum costuma habitar locais com baixa luminosidade, como cavernas, poços, minas e construções abandonadas, preferencialmente próximos a alguma fonte de água ou regiões mais úmidas. De forma geral, essa espécie vive em colônias que, em casos extremos, podem ser formadas por cinco mil indivíduos.

Podendo se alimentar tanto de aves quanto de mamíferos, o morcego-vampiro-comum, literalmente, morde a sua vítima com suas presas e lambe a ferida aberta. O ferimento não se fecha por conta de enzimas anticoagulantes, que estão presentes na saliva do animal. Isso permite que o fluxo de sangue seja contínuo e a refeição seja completa.

Por anos, pesquisadores se perguntavam como os morcegos e esta dieta incomum — rica em proteínas, mas sem outros nutrientes — poderia garantir a sobrevivência desses animais. Agora, um preprint — estudo não revisado por pares — sugere que genes "ausentes" podem explicar como eles sobrevivem com nada além de sangue.

A pesquisa preliminar foi publicada na plataforma bioRxiv. Vale destacar que a equipe de cientistas conta com os brasileiros Mariella Bontempo Freitas, Ana Luiza Destro, Juraci A. Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Como esta espécie de morcego se alimenta apenas de sangue

No estudo recém-publicado, os pesquisadores compararam o genoma do morcego-vampiro-comum (Desmodus rotundus) com o de 25 outras espécies de morcegos. A análise apontou que a espécie que se alimenta exclusivamente de sangue carece de cópias funcionais de 13 genes que aparecem nos outros morcegos. Estes genes podem estar ausentes ou sofreram tantas mutações que as funções originais não são mais as mesmas.

Em tese, a perda de funcionalidade desses genes poderia ser um fator negativo durante a evolução. No entanto, os pesquisadores acreditam que foram justamente essas diferenças que permitiram que os morcegos-vampiros chegassem até os dias de hoje. Isso porque a perda dos genes pode ajudá-los a extrair nutrientes do sangue de uma forma que outros morcegos não conseguem, segundo o estudo.

Genes ausentes nos morcegos-vampiros

Genes comuns em outras espécies são ausentes nos morcegos-vampiros, o que permite a dieta de sangue (Imagem: Reprodução/Blumer et al., 2021/bioRxiv)
Genes comuns em outras espécies são ausentes nos morcegos-vampiros, o que permite a dieta de sangue (Imagem: Reprodução/Blumer et al., 2021/bioRxiv)

Segundo os pesquisadores, dois dos genes associados à secreção de insulina do pâncreas (FFAR1 e SLC30A8) estão ausentes na espécie. O hormônio regula a quantidade de açúcar no sangue, movendo a glicose para as células. No caso de uma dieta com poucos carboidratos, secretar menores quantidades da substância pode ser uma vantagem evolutiva, já que ajuda a conservar o pouco açúcar no sangue.

Geralmente ativado nas células do trato gastrointestinal, o gene REP15 também está ausente no morcego-vampiro-comum. A perda desse gene deve aumentar a quantidade de ferro que pode entrar nas células gastrointestinais dos morcegos, o que eleva o número de "portas" pelas quais o mineral consegue ser eliminado. Nesse caso, as células carregadas de ferro facilitam a eliminação do metal e, dessa forma, dificultariam o risco de envenamento dos indivíduos.

Além desses três genes, outros estão ausentes e, na maioria dos casos, parecem estar envolvidos na digestão e no metabolismo dos morcegos. Além disso, alguns genes ausentes têm efeitos desconhecidos na fisiologia dos morcegos, o que aponta para a necessidade de novos estudos.

Para acessar o estudo completo sobre o morcego-vampiro, publicado na plataforma bioRxiv, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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