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Missão Mars Express revela o terreno caótico e irregular na região Pyrrhae Regio

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Imagens da região marciana de Pyrrhae Regio, produzidas a partir de dados coletados em agosto pela câmera High Resolution Stereo Camera (HRSC) da missão Mars Express, da agência espacial europeia ESA, revelam sinais de processos variados que atingiram Marte no passado. Essa missão mapeia o Planeta Vermelho desde o início de 2004, e as novas fotos mostram o resultado da queda de um pedaço de terreno, um sinal do passado agitado e dinâmico da superfície marciana.

A parte do Planeta Vermelho exibida na imagem abaixo indica a ocorrência de diversos processos: no lado esquerdo da foto, existem crateras causadas por impactos de corpos que vieram do espaço e atingiram a superfície do planeta. Já o interior de uma das maiores bacias se estende por cerca de 40 quilômetros, e contém fraturas e marcas que se formaram após a cratera. Para os pesquisadores, rochas quentes e derretidas devem ter sido jogadas durante a formação da cratera e, após esfriarem, elas resultaram nessas formações parecidas com cicatrizes.

Perspectiva do terreno caótico, que se formou com o colapso da superfície (Imagem: Reprodução/ESA/DLR/FU Berlin)
Perspectiva do terreno caótico, que se formou com o colapso da superfície (Imagem: Reprodução/ESA/DLR/FU Berlin)

Apesar do terreno acidentado, existe uma parte da superfície que, por algum motivo, é relativamente macia — embora seja possível perceber o caminho traçado por dois canais que se formaram conforme a água correu por sedimentos e produziu uma rede natural de drenagem. O final desses canais chega a um terreno afundado e irregular, conhecido como “terreno caótico” — um nome bastante adequado, por sinal.

Nesta área, o terreno se torna uma superfície irregular que deve ter se formado conforme o gelo sob a superfície e sedimentos começaram a derreter. Esse derretimento pode ter ocorrido por fatores diversos, como fluxos de lava vulcânica e mudanças climáticas, por exemplo. Essa camada em transformação fez com que a superfície acima dela entrasse em colapso, em um processo que pode ocorrer de forma rápida e catastrófica conforme a água correu rapidamente pela terra e poeira marcianas.

Esse terreno conteve gelo que se derreteu, e a água resultante fluiu para longe. Nisso, “blocos” quebrados foram deixados para trás — hoje, esses blocos são cavidades vazias que tiveram gelo no passado, e o interior delas chega a alguns quilômetros de profundidade abaixo do solo próximo às crateras. Ao pensarmos na área onde Pyrrhae Regio fica, esses eventos não surpreendem; a oeste do local, está o sistema de cânions de Valles Marineris, uma das formações mais extremas do Sistema Solar que também é uma cicatriz deixada em Marte, e deve ter se formado conforme a crosta do planeta se estendia pela atividade vulcânica. Esse processo fez com que a superfície se rompesse antes de entrar em colapso e formar o que vemos atualmente. Além disso, a região guarda evidências do passado do planeta.

A missão Mars Express foi lançada em 2003 pela ESA e já passou todos esses anos produzindo imagens da superfície marciana, também estudando a composição da atmosfera e analisando como fenômenos naturais interagem com o ambiente marciano.

Fonte: Canaltech

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