Mercado abrirá em 1 h 56 min
  • BOVESPA

    110.235,76
    +1.584,71 (+1,46%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.808,21
    +566,41 (+1,20%)
     
  • PETROLEO CRU

    92,66
    +0,73 (+0,79%)
     
  • OURO

    1.805,60
    -8,10 (-0,45%)
     
  • BTC-USD

    24.483,73
    +1.414,65 (+6,13%)
     
  • CMC Crypto 200

    576,30
    +45,08 (+8,49%)
     
  • S&P500

    4.210,24
    +87,77 (+2,13%)
     
  • DOW JONES

    33.309,51
    +535,11 (+1,63%)
     
  • FTSE

    7.485,63
    -21,48 (-0,29%)
     
  • HANG SENG

    20.082,43
    +471,59 (+2,40%)
     
  • NIKKEI

    27.819,33
    -180,63 (-0,65%)
     
  • NASDAQ

    13.412,50
    +20,50 (+0,15%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2625
    +0,0161 (+0,31%)
     

Missão EnVision terá de sobreviver à manobra árdua na chegada a Vênus

A futura missão EnVision, da Agência Espacial Europeia (ESA), vai precisar enfrentar um procedimento de frenagem desafiador, que irá testar a resistência térmica dos materiais da nave e será necessário para reduzir sua órbita e permitir o estudo de Vênus. Com lançamento estimado para acontecer no início da próxima década, a missão irá investigar a geologia e atmosfera de Vênus orbitando-o a 500 km de altitude.

Com tamanho parecido com o de uma van, a nave não terá combustível suficiente para desacelerar seu movimento e entrar na órbita de Vênus com a propulsão de bordo. Assim, a EnVision vai usar o método de “aerofreio”: ela seguirá uma órbita altamente elíptica, que a colocará a 130 km acima da superfície do planeta no ponto mais próximo e a 250 mil km no ponto mais distante.

Antes de iniciar seus estudos de Vênus, a missão EnVision precisa de um "aerofreio" (Imagem: Reprodução/ESA)
Antes de iniciar seus estudos de Vênus, a missão EnVision precisa de um "aerofreio" (Imagem: Reprodução/ESA)

Só que, para iniciar suas operações, ela precisará reduzir a altitude orbital. Thomas Voirin, gerente de estudos da missão, explica que a ideia é desacelerá-la gradualmente através de uma série de passagens na atmosfera venusiana, que deverá durar dois anos. “Da forma como é planejada atualmente, a EnVision não pode acontecer sem a fase de frenagem ter essa duração”, observou ele.

Não pense que os desafios acabam aí. “Vamos estar muito mais perto do Sol, enfrentando quase o dobro de intensidade solar que incide sobre a Terra, com nuvens brancas da atmosfera refletindo grande parte da luz de volta para o espaço”, acrescentou. “Além disso tudo, percebemos que precisamos pensar em outro fator ao longo das milhares de órbitas: o oxigênio atômico altamente erosivo”.

Esse fenômeno passou despercebido durante o início da era espacial, mas chamou a atenção dos engenheiros na época dos ônibus espaciais: quando os primeiros deles voltaram da órbita baixa da Terra, na década de 1980, eles perceberam que o revestimento térmico estava severamente danificado. O culpado? O oxigênio atômico, formado por átomos individuais de oxigênio nos limites da atmosfera.

Observações de missões anteriores mostraram que o oxigênio atômico está presente na atmosfera superior de Vênus, em concentrações parecidas com aquelas encontradas na Terra. Por isso, a ESA está testando materiais que possam resistir ao calor e à concentração do oxigênio atômico durante a frenagem da EnVision. A ESA espera selecionar materiais candidatos até o fim do ano.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos