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Missão da NASA observa "aurora dupla" em Marte após tempestade solar

A missão Mars Atmosphere and Volatile Evolution (MAVEN), da NASA, observou de uma só vez dois diferentes tipos de auroras ocorrendo ao mesmo tempo em Marte. Os fenômenos foram registrados na luz ultravioleta, e aconteceram como resultado de diferentes erupções solares e ejeções de massa coronal (CME), que expeliram gás e energia magnética do Sol, no fim de agosto.

Em 27 de agosto, o Sol sofreu uma série de erupções solares, que liberaram explosões intensas de radiação. Junto das CMEs que ocorreram em seguida, o material liberado durante os fenômenos alcançou Marte em alguns dias, causando um dos mais brilhantes eventos de partículas energéticas solares (SEP) já observados pela MAVEN, que opera em sua missão estendida.

Ejeção de massa coronal registrada pelo observatório SOHO (Imagem: Reprodução/ESA/NASA SOHO)
Ejeção de massa coronal registrada pelo observatório SOHO (Imagem: Reprodução/ESA/NASA SOHO)

Os SEPs acelerados antes da CME foram observados pelos detectores da nave já no dia 27 daquele mês. “Com modelos meteorológicos da propagação das CMEs, determinamos quando as estruturas iriam chegar e afetar Marte”, explicou Christina Lee, física espacial e membro da missão MAVEN.

Assim, a equipe da missão pôde antecipar algumas perturbações interessantes que ocorreriam na atmosfera marciana em função do impacto das CMEs e dos SEPs. De fato, as partículas liberadas pelas tempestades solares atingiram a atmosfera de Marte, formando auroras brilhantes em comprimentos de onda da luz ultravioleta.

O instrumento Imaging Ultraviolet Spectrograph (IUVS) observou auroras difusas e de prótons com uma pequena “ajuda” da temporada de tempestades de poeira por lá: elas aquecem a atmosfera do planeta, levando vapor d’água a altas altitudes. Ali, as moléculas de água são quebradas pela radiação ultravioleta vinda do Sol, e liberam átomos de hidrogênio; quando o vento solar encontra estes átomos, o lado diurno do planeta é iluminado pelas emissões ultravioleta.

No lado esquerdo, estão os dados da MAVEN que indicam o vento solar, as partículas energética e a intensidade das auroras de prótons e difusa; na direita, está um esquema das partículas chegando ao lado diurno e noturno de Marte (Imagem: Reprodução/LASP/CU Boulder, UC Berkeley)
No lado esquerdo, estão os dados da MAVEN que indicam o vento solar, as partículas energética e a intensidade das auroras de prótons e difusa; na direita, está um esquema das partículas chegando ao lado diurno e noturno de Marte (Imagem: Reprodução/LASP/CU Boulder, UC Berkeley)

Felizmente, a “aurora de prótons" coincidiu com a chegada de ainda mais partículas energéticas, que penetraram a atmosfera de Marte e formaram auroras difusas no lado noturno do Planeta Vermelho. “Fiquei tão surpresa em ver a aurora de prótons ao mesmo tempo que a difusa, porque isso nunca aconteceu antes”, disse Sumedha Gupta, pesquisadora do instrumento que percebeu a coincidência enquanto estudava os dados.

O show de luzes é resultado do atual moment do Sol. Nosso astro se aproxima do máximo solar, o período de maior atividade em seu ciclo de 11 anos, e os cientistas esperam que as CMEs e SEPs sejam cada vez mais frequentes e que sigam causando impactos na atmosfera marciana. “Nossa equipe mal pode esperar pelos próximos anos de observação das condições mais extremas durante a missão MAVEN”, disse Shannon Curry, investigador principal da missão.

Fonte: Canaltech

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