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Missão chinesa Chang'e 4 completa mil dias de operação no lado afastado da Lua

·2 minuto de leitura

Em 2018, a China lançou a missão Chang’e 4, composta por um lander e pelo rover Yutu 2, para estudar o lado afastado da Lua. Agora, o país asiático informa que ambos continuam operando e que chegaram a uma marca importante. Oficiais do Lunar Exploration and Space Program Center, programa da agência espacial chinesa China National Space Administration, anunciaram que o lander e o rover da missão já passam dos mil dias de operação nessa região mais distante do nosso satélite natural.

Até o momento, o rover Yutu 2 já se deslocou por mais de 839 m na superfície lunar, coletando mais de 3.000 gigabytes de dados. Com isso, o rover quebrou o recorde de vida útil de uma nave em operação na superfície da Lua, e passará seus próximos dias viajando com destino a uma região basáltica. Como essa localização está muito longe, o veículo pode demorar alguns anos para conseguir alcançá-la — felizmente, o Yutu 2 foi projetado para evitar danos causados por rochas e tem resistência para enfrentar as condições lunares.

Foto do lander da missão, feita pelo rover Yutu-2 em 2019 (Imagem: Reprodução/Xinhua/China National Space Administration)
Foto do lander da missão, feita pelo rover Yutu-2 em 2019 (Imagem: Reprodução/Xinhua/China National Space Administration)

Devido ao fato de ambas as naves serem alimentadas por energia solar, elas desligaram seus sistemas naquele dia para passar pelo período de aproximadamente duas semanas de noite na Lua — esta é a 34º vez que entram no modo de hibernação para atravessar esses dias em que não haverá energia solar para alimentar seus componentes. As duas naves pousaram na cratera Von Kármán e, desde então, já enviaram para a Terra imagens e panoramas do local, e vêm ajudando os cientistas a entender melhor o que há abaixo da superfície de lá, a radiação que os astronautas das missões lunares tripuladas podem enfrentar no futuro, entre outras informações.

Enquanto isso, ambos tiveram que encarar as variações extremas de temperatura dos dias e noites lunares, junto da radiação e ação corrosiva do regolito. Mesmo com tantas condições desfavoráveis, os oficiais do país afirmam que as cargas úteis de ambos seguem funcionando — e, se os componentes robóticos da missão Chang’e 4 vêm se comunicando com a Terra para enviar dados científicos e informações sobre seus estados, é porque o satélite Queqiao também vem mostrando bom desempenho. Esse satélite orbita a Lua em um ponto que permite contato entre o lado lunar afastado e a Terra, o que permite que o centro de controle da missão envie dados e comandos para as naves.


Fonte: Canaltech

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