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Missão Artemis I terá interface com Alexa e ferramenta de videoconferências

·4 min de leitura

Uma versão da assistente de voz Alexa, da Amazon, e outra da Webex, plataforma de videoconferências da Cisco, estarão na missão lunar Artemis I como demonstrações de tecnologia. As informações foram divulgadas pela Lockheed Martin nesta quarta-feira (5), que explicou que as ferramentas fazem parte do projeto Callisto, voltado para demonstrar se essas tecnologias seriam úteis para astronautas em missões espaciais futuras.

Durante a Artemis I, a NASA lançará o foguete Space Launch System (SLS) com a cápsula Orion não tripulada instalada em seu topo, com destino à Lua. Como este é um teste de lançamento, não haverá astronautas a bordo — os únicos “tripulantes” a bordo serão um manequim e um boneco do Snoopy, que servirá como indicador de gravidade, que estarão acompanhados pelas ferramentas do projeto Callisto.

A interface ficará instalada no lugar do futuro painel de controle da nave Orion, contando com um alto-falante equipado com a assistente Alexa e seu típico anel de luz azul, acionada por comandos de voz, além de um iPad com a Webex. Rob Chambers, diretor de estratégias espaciais civis e comerciais na Lockheed Martin, explicou que como não haverá ninguém a bordo para interagir com os recursos, eles irão trabalhar com “tripulantes virtuais”.

Testando assistentes virtuais no espaço

Os "tripulantes virtuais" serão uma equipe na sala de controle da missão, que enviará comandos à Callisto enquanto várias câmeras no interior da Orion monitoram o trabalho. A voz deles será transmitida por um alto-falante para ativar a Alexa, e vão pedir informações variadas, como a velocidade de movimento da cápsula ou o tempo que falta para o próximo acionamento dos propulsores.

Apesar de ter Wi-Fi, a nave estará viajando bem longe da Terra, de modo que não será possível contar com boa conexão com a internet. Mas isso não será problema: a Amazon criou uma versão da Alexa com controle de voz local, que permite que a assistente responda a vários comandos pré-determinados. "Há centenas de parâmetros e dados que vamos conseguir através do acesso em tempo real”, disse Chambers.

Interface Callisto durante testes em solo (Imagem: Reprodução/Lockheed Martin)
Interface Callisto durante testes em solo (Imagem: Reprodução/Lockheed Martin)

Depois, um último teste será realizado com a plataforma da Webex. Os tripulantes virtuais vão aparecer no iPad dentro da Orion, realizando uma videoconferência com 720p de resolução durante o voo — contudo, as empresas já estão cientes que este procedimento deverá ser afetado pela má qualidade da conexão no espaço.

As empresas envolvidas afirmaram que a Callisto foi testada à exaustão em simuladores, e confiam que o sistema está pronto para voar. “Não há nada como a vida real, onde você tem que realizar as ativações necessárias e lidar com a latência e perda de velocidade”, observou Jeetu Patel, vice-presidente e gerente geral de segurança e colaboração da Cisco.

Possíveis usos da interface em missões espaciais

A interface Callisto foi pensada para permitir que astronautas acessem dados, ajustem controles da nave e interajam com as equipes em solo usando apenas comandos de voz. “Queremos mostrar que este tipo de tecnologia pode ajudar os astronautas com algumas daquelas interfaces únicas, tornando o trabalho deles mais simples, seguro e eficiente”, explicou Chambers.

Por exemplo, os tripulantes poderiam pedir à Callisto para acessar e analisar os dados da telemetria. “Estamos nos afogando em dados, mas precisando de informações”, ressaltou. “Uma forma de fazer isso com a carga útil Callisto é dizer ‘Alexa, qual é a temperatura média de todas as baterias e o pico?’, e ela processará estes dados para você”, sugeriu ele.

A interface também poderia controlar a iluminação e telas no interior da nave, realizar testes de diagnóstico dos sistemas da Orion e mais, enquanto a Webex poderia permitir a troca de dados e processos colaborativos. “Essas ferramentas seriam de valor inestimável se eu fosse um engenheiro a bordo tentando entender o que pode ou não estar funcionando corretamente”, apontou Chambers. Segundo ele, não há planos no momento para usar a Callisto em missões futuras do programa Artemis ou em outras naves.

Isso porque usos futuros iriam depender do desempenho da tecnologia na Artemis I. “Enxergamos um futuro em que os astronautas possam confiar em inteligências artificiais a bordo para conseguir informações, assistência em seus trabalhos e, principalmente, para ter companhia”, explicou. “A Callisto é uma oportunidade para testarmos isso e explorar como tecnologias de voz e IA podem ser úteis e ajudar missões tripuladas futuras”.

Fonte: Canaltech

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