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Minorias devem ser grupo-chave na corrida por vacina, diz Fauci

Reg Gale
·4 minutos de leitura

(Bloomberg) -- Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos EUA, destacou como a Covid-19 adoece desproporcionalmente pessoas de cor, e disse que elas devem ser fortemente representadas na corrida para encontrar uma vacina.

Fauci, que chefia o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, disse em entrevista no Bloomberg Equality Summit que pessoas de cor muitas vezes têm empregos essenciais que não lhes permitem trabalhar de casa. Ao mesmo tempo, elas têm maior incidência de condições especiais de saúde tais como diabetes, hipertensão e obesidade.

É uma combinação tóxica que se traduz em taxas de hospitalização por Covid-19 mais altas do que a população em geral, de acordo com Fauci.

“É quase um duplo golpe nas populações minoritárias”, disse ele.

As pesquisas para vacinas também devem recrutar afro-americanos, latinos e outras minorias para participar dos testes em estágio final, disse ele. Houve progresso com os latinos, de acordo com Fauci, mas “ainda assim, temos que fazer muito, muito melhor com a percentagem relativa a afro-americanos que estão nos testes”.

Quando as vacinas forem comprovadamente seguras e eficazes, “queremos ser capazes de dizer com confiança que são seguras e eficazes para todos os grupos demográficos”, disse Fauci. “Você pode presumir que sim, mas queremos provar isto.”

Assim que a vacina estiver disponível, as minorias provavelmente estarão em grupo prioritário para recebê-la, disse ele. E como as doses foram pagas pelo governo dos Estados Unidos, elas estarão disponíveis gratuitamente, acrescentou.

Embora possa haver custo para administrar uma vacina, “isso não deve ser algo que atrapalhe os pobres para recebê-la”, disse Fauci.

Maior desafio

Na entrevista, Fauci disse que a pandemia é o maior desafio que ele viu nas quatro décadas em que está no cargo. Só a crise do HIV/AIDS rivalizou com a atual.

“Quando você fala sobre a explosão concentrada de uma pandemia que pode envolver praticamente qualquer um e todos no planeta”, disse ele, “a resposta à sua pergunta é, sim, esta é a coisa mais difícil que enfrentamos em um período de tempo muito restrito.”

Fauci também traçou um cronograma realista para uma vacina durante sua entrevista. E falou sobre as salvaguardas que devem isolar o processo de aprovação da vacina da pressão política. Aqui está o que ele disse.

Timing para vacina

Fauci disse que, embora seja uma “aspiração” ter todos os americanos vacinados até abril do próximo ano, é mais provável que isso aconteça entre meados e o final de 2021.

A fabricação e a logística de vacinar as pessoas são considerações a serem feitas. Provavelmente haverá dezenas de milhões de doses de vacinas disponíveis até o final do ano e no primeiro trimestre, e centenas de milhões até o final do primeiro trimestre, disse Fauci.

Aí as pessoas precisam realmente receber a vacina, e alguns produtos que são candidatos experimentais requerem duas injeções. A vacina da Moderna, por exemplo, requer uma primeira dose e um reforço 28 dias depois, disse Fauci.

Mas ele disse estar “razoavelmente confiante” de que as vacinas contra o coronavírus começarão a ser disponibilizadas muito antes, em novembro ou dezembro deste ano. Isso poderia acontecer por meio de uma aprovação formal da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA ou uma liberação de emergência, de acordo com Fauci.

Pressão Política

A busca por vacinas contra o coronavírus está ocorrendo em ano de eleição presidencial nos EUA, quando a crise de saúde pública - e o desastre econômico que se seguiu - se tornaram um grande problema para os eleitores.

Isso gerou temores de que a pressão política acelere uma aprovação, especialmente porque o presidente Donald Trump apresentou uma visão mais otimista do que suas próprias autoridades de saúde sobre a disponibilização de uma vacina.

“Certamente há muita conversa e preocupação com a politização do processo de aprovação”, disse Fauci. “Mas, como sempre aponto para as pessoas, existem muitos níveis de controle para mitigar a interferência política nisso.”

O carro-chefe dessas salvaguardas é um conselho independente de monitoramento de dados e segurança que analisa os dados, a segurança e a eficácia da vacina, disse ele. Os resultados da vacina também acabarão por se tornar públicos. E os comitês consultivos da FDA também desempenham um papel, assim como a própria FDA, que disse que não deixará a política interferir em sua decisão sobre uma vacina.

“Portanto, vou acreditar na palavra deles”, disse Fauci.

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