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UE não pagará em rublos por gás russo e se prepara para cortes de abastecimento

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Ministra polonesa da Energia Anna Moskwa em Bruxelas, em 2 de maio de 2022 (AFP/JOHN THYS) (JOHN THYS)
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A União Europeia (UE) não pagará em rublos por suas compras de gás e se prepara para cortes de abastecimento, afirmou na segunda-feira (2) uma fonte próxima à Comissão Europeia no final de uma reunião de ministros em Bruxelas.

A comissária europeia de Energia, Kadri Simson, disse que a exigência russa de receber pagamentos em rublos é uma "modificação unilateral e injustificada dos contratos, por isso, é legítimo recusá-la".

De acordo com Simson, aproximadamente 97% dos contratos assinados por empresas europeias para compra de gás russo especificam o euro e o dólar americano como moedas de pagamento.

Simson disse que o pagamentos que deveriam ser efetuados em meados de maio se realizarão "em consonância com os contratos".

"Devemos nos preparar para uma suspensão do abastecimento", disse Simson.

A reunião é a primeira do setor desde que Moscou cortou o abastecimento à Polônia e Bulgária que se negaram a pagar em rublos por suas importações de gás liquefeito.

No final do encontro, a Comissão Europeia comunicou aos países do bloco sua convicção de que pagar as compras de gás russo em rublos representa uma ruptura das sanções adotadas pela UE contra a Rússia.

No entanto, afirmou que, a pedido dos próprios ministros, a Comissão "fornecerá uma guia mais detalhado do que as empresas podem ou não podem fazer no âmbito das sanções".

A questão se tornou uma enorme dor de cabeça para a UE: praticamente 40% do gás liquefeito utilizado pela indústria europeia provêm da Rússia.

A possibilidade de que a Rússia corte o abastecimento de gás aos países que se neguem a pagar em rublos acende os sinais de alerta e para evitar este cenário é preciso esclarecer quais seriam as alternativas.

"Pedimos uma explicação clara sobre como proceder", disse ao fim da reunião o ministro da Indústria e Comércio da República Tcheca, Josef Síkela.

- Processo "muito complexo" -

Khashayar Farmanbar, ministro da Suécia, destacou que "os esclarecimentos estão caminhando, mas o processo é muito complexo".

"Pagar em uma moeda é uma coisa, mas se a operação envolve o banco central de outro país se torna um negócio diferente e será delicado administrar isso. Creio que a Comissão [Europeia] está empenhando seus melhores esforços para esclarecer a questão", afirmou.

Já a ministra polonesa de Ação Climática e Meio Ambiente, Anna Moskwa, afirmou que a Comissão Europeia "confirmou que pagar em rublos é inaceitável".

Os representantes dos países bálticos (Estônia, Lituânia e Letônia), Dinamarca, Holanda e Finlândia garantiram que não pagarão suas compras de gás russo em rublos.

Ao chegar à reunião, Moskwa lamentou a decisão russa de cortar o abastecimento de gás da Polônia e Bulgária.

"Pedimos um embargo imediato sobre o petróleo e gás russos. Chegou o momento do petróleo, logo será do gás", disse.

Devido às sanções adotadas pela UE, a empresa russa de hidrocarbonetos Gazprom passou a exigir que os pagamentos sejam em moeda russa, em um procedimento que envolve o banco central do país, contornando as sanções.

Os ministros também discutiram um encerramento gradual das compras de petróleo e derivados russos, mas nenhuma decisão foi adotada sobre o tema nesta reunião.

"Um novo pacote de sanções está em preparação", afirmou a ministra francesa de Transição Ecológica, Barbar Pompili.

E no Panamá, onde está em visita oficial, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell advertiu que "mais bancos russos sairão do (sistema) Swift", uma plataforma crucial para as transações internacionais.

Várias fontes diplomáticas europeias indicaram durante o fim de semana que um dos bancos afetados será o Sberbank, que representa 37% do mercado russo.

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