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Ministro de finanças do Reino Unido renuncia ao cargo

Jader Lazarini
Ministro de finanças do Reino Unido renuncia ao cargo

O ministro de Finanças do Reino Unido, Sajid Javid, renunciou ao cargo no governo britânico na manhã desta quinta-feira (13), após passar oito meses exercendo a atividade.

A notícia inesperada vem à tona em meio às mudanças no gabinete do primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Segundo informações do jornal "Financial Times", Javid encontrou-se com premiê nesta quinta e recusou sua exigência de demitir sua equipe de consultores.

Existia a expectativa de que Javid permanecesse no cargo. Ele foi um assíduo apoiador do Brexit e seria o responsável pelo Orçamento anual, que será divulgado no dia 11 de março.

Saiba mais: Brexit: após mais de três anos, Reino Unido sairá oficialmente da UE nesta sexta

Johnson já realizou algumas mudanças importantes em sua equipe. O premiê já demitiu a secretária do Meio Ambiente Theresa Villiers, o procurador-geral Geoffrey Cox e a ministra da Habitação Esther McVey.

Logo após a divulgação da renúncia, o governo do Reino Unido nomeou Rishi Sunak, de 39 anos, para o posto. Sunak era o secretário-chefe do Tesouro, após ter passado pelo banco Goldman Sachs e pelo fundo de investimento The Children's Investment Fund.

Moeda do Reino Unido opera em alta

Após a divulgação da notícia, a libra esterlina operava em alta de oito semanas em comparação com o euro e alta de uma semana em relação ao dólar. A moeda subia 0,55% frente ao dólar, a US$ 1,302, e avançava 0,65% sobre o euro, a 1,19947 euro, nesta quinta.

Especialistas indicam que a reforma ministerial eleva as perspectivas de estímulo fiscal por parte do governo de Johnson e é enxergada como um sinal de que o premiê será capaz de promover políticas sem a necessidade de enfrentar uma oposição interna.

“É o culminar de vários confrontos que se originaram da aparente relutância de Javid em aumentar significativamente os empréstimos públicos, cortando impostos ou aumentando gastos e investimentos", escreveu em nota Paul Dales, economista-chefe da Capital Economics, consultoria de estudos econômicos.

"Em outras palavras, à medida parece projetada para permitir ao governo promover aumentos ainda maiores no investimento público e talvez ressuscitar corte de impostos que antes pareciam esquecidos”, disse Dales, em referência às políticas do Reino Unido.