Ministro da Fazenda prevê crescimento de 4% para 2013

(acrescenta medidas de estímulo econômico).

Brasília, 19 dez (EFE).- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu nesta quarta-feira que a economia nacional crescerá 4% em 2013, apoiada em boa medida pela recuperação dos Estados Unidos e a esperada aceleração da China.

"Existe a possibilidade de crescermos de 4% a 4,5% em 2013. As avaliações do mercado estimam expansão de 3% a 4%. Com base nas previsões, acredito que 4% é um bom número para o próximo ano", declarou Mantega.

O ministro assegurou que 2013 começará melhor do que o ano que está terminando, "com a economia acelerando, e não desacelerando, com bases mais sólidas para o crescimento, com competitividade e redução de custos financeiro, tributário e de energia."

Mantega também justificou seu otimismo pela melhora nas perspectivas para os Estados Unidos e a China, os dois principais parceiros comerciais do país.

Sobre os Estados Unidos, Mantega disse que existe um avanço no "setor imobiliário, bem gradual, e também no consumo. Se não houver maiores problemas, os Estados Unidos poderão contribuir com uma parcela maior" no crescimento.

Em relação à China, o ministro se disse otimista porque a economia do país asiático voltou a acelerar no segundo semestre, impulsionando a compra dos bens agrícolas e minerais brasileiros.

No entanto, as previsões de Mantega não se aplicam à Europa: "não espero nenhuma boa notícia. Se olharmos o terceiro e o quarto trimestres, é só desaceleração. A Europa está com crescimento negativo e a locomotiva (Alemanha), com forte desaceleração.

Posteriormente, o ministro anunciou uma série de medidas para estimular a economia, entre elas a prorrogação, até junho de 2013, da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, móveis e eletrodomésticos, que venceria no dia 31.

Apesar de permanecerem reduzidas, Mantega precisou que as taxas irão se normalizando de forma gradual para alguns produtos a partir do começo do ano que vem. O ministro também anunciou isenções fiscais para o comércio no varejo a partir de abril. EFE

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