Mercado abrirá em 3 h 25 min
  • BOVESPA

    121.241,63
    +892,84 (+0,74%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.458,02
    +565,74 (+1,23%)
     
  • PETROLEO CRU

    52,52
    +0,16 (+0,31%)
     
  • OURO

    1.842,80
    +12,90 (+0,70%)
     
  • BTC-USD

    37.435,32
    +993,58 (+2,73%)
     
  • CMC Crypto 200

    737,13
    +1,99 (+0,27%)
     
  • S&P500

    3.768,25
    -27,29 (-0,72%)
     
  • DOW JONES

    30.814,26
    -177,24 (-0,57%)
     
  • FTSE

    6.763,25
    +42,60 (+0,63%)
     
  • HANG SENG

    29.642,28
    +779,51 (+2,70%)
     
  • NIKKEI

    28.633,46
    +391,25 (+1,39%)
     
  • NASDAQ

    12.922,25
    +120,00 (+0,94%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4102
    +0,0149 (+0,23%)
     

Ministro das Comunicações diz que 5G é tema de segurança nacional

RICARDO DELLA COLETTA E JULIA CHAIB
·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  24-11-2020 - O ministro das Comunicações, Fábio Faria. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 24-11-2020 - O ministro das Comunicações, Fábio Faria. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), afirmou nesta terça-feira (24) que redes de 5G são um tema de "segurança nacional", razão pela qual o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) tem participado das conversas no governo sobre o leilão de frequência da nova tecnologia que deve ser realizado no próximo ano.

"Todos os países o [equivalente ao] GSI participa, porque se trata também de segurança nacional. Então o GSI participa e participará. Tem um papel fundamental", disse o ministro, ao responder a uma pergunta sobre a presença do ministro Augusto Heleno (Segurança Institucional) numa reunião, nesta terça, com o presidente Jair Bolsonaro e com conselheiros da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre o leilão do 5G.

No encontro, Bolsonaro foi apresentado ao conselheiro Carlos Baigorri, que é o relator do edital do 5G na Anatel.

Segundo Baigorri, a previsão é concluir o edital internamente na agência no início do ano que vem, sendo que o leilão das frequências deve ocorrer no final do primeiro semestre.

"A previsão é de ter o edital aprovado na Anatel no começo do ano que vem, sendo que a sessão de lances deve acontecer ao final do primeiro semestre. Esse é o cronograma com que trabalhamos e vamos persegui-lo apesar de todos os desafios que se colocam à nossa frente", disse o conselheiros, após a reunião com Bolsonaro.

Com os preparativos para o lançamento da quinta geração de tecnologia de comunicações, o Brasil se converteu num dos centros da disputa global entre Estados Unidos e China.

Os americanos desencadearam uma ofensiva diplomática para convencer seus aliados --entre eles o Brasil-- a impedir que a empresa chinesa Huawei forneça equipamentos para as operadoras que atuarão no mercado de 5G.

O argumento de Washington é que a Huawei realiza espionagem a mando de Pequim, o que o governo chinês e a empresa negam.

O objetivo dos EUA é que o Brasil crie regras que impeçam as teles de comprar Huawei, optando por equipamentos de fornecedores como Ericsson e Nokia.

As operadoras, por sua vez, resistem, uma vez que já operam com a companhia chinesa atualmente no Brasil.

Perguntado se o governo criaria alguma barreira para a ação da Huawei no 5G brasileiro, Faria disse que não trataria de "geopolítica."

"Aqui não tratamos de geopolítica, o que foi tratado aqui são os técnicos da Anatel, os conselheiros que vieram conhecer o presidente da República", declarou.

Após insistência dos repórteres, ele disse que o tema não era da sua área. "Você quer entrar numa área que não é a minha", respondeu.

Apesar da fala do ministro, o governo Bolsonaro enviou sinalizações de simpatia ao pleito americano de barrar a Huawei,

Em 10 de novembro, por exemplo, o Itamaraty declarou apoio aos princípios do Clean Network, iniciativa americana sobre segurança nas redes que tem como alvo limitar a presença chinesa no setor.

O anúncio ocorreu em Brasília durante visita do subsecretário de Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado americano, Keith Krach.

Clean Network é o nome do plano americano para excluir a Huawei da tecnologia 5G.

O Departamento de Estado dos EUA não usa meias palavras para definir os objetivos da iniciativa. Em seu site, a diplomacia americana diz que o Clean Network é uma abordagem para proteger a privacidade de cidadãos e as informações sensíveis de empresas de "intrusões agressivas de atores malignos, como o Partido Comunista Chinês.

A adesão do Brasil à iniciativa foi comemorada na noite desta segunda (23) pelo filho do presidente da República, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), em uma série de mensagens nas redes sociais.

Além do mais, Bolsonaro recebeu em meados de outubro uma comitiva liderada pelo Conselheiro de Segurança Nacional do governo Donald Trump, Robert O'Brien. O principal objetivo da missão americana foi fazer lobby contra a participação de empresas chinesas no 5G, sendo que autoridades daquele país prometeram crédito às operadoras brasileiros que comprassem equipamentos de outros fornecedores.