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Ministro da Saúde aponta para "dificuldade" em obter segunda dose da CoronaVac

Fidel Forato
·2 minuto de leitura

Em campanha para a imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2, cidades de alguns estados brasileiros, como Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Amapá e Paraíba, precisaram limitar ou suspender a vacinação contra a COVID-19 por falta de doses para a segunda aplicação. Nesta segunda-feira (26), o Ministério da Saúde confirmou que há dificuldade no fornecimento do imunizante.

Durante uma sessão da comissão do Senado em que se discute medidas de combate à COVID-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que há "dificuldade" no fornecimento de vacinas para aplicação da segunda dose da CoronaVac no país. Esta é a vacina mais usada no Brasil e, diante do baixo estoque da fórmula, a Justiça da Paraíba chegou a determinar a aplicação da última dose após ação do Ministério Público.

Ministério da Saúde aponta dificuldade para conseguir a segunda dose da CoronaVac contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/_Tempus_/Envato Elements)
Ministério da Saúde aponta dificuldade para conseguir a segunda dose da CoronaVac contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/_Tempus_/Envato Elements)

"Tem nos causado certa preocupação a CoronaVac, a segunda dose. Tem sido um pedido de governadores, de prefeitos, porque, se os senhores lembram, cerca de um mês atrás se liberou as segundas doses para que se aplicassem. E agora, em face de retardo de insumo vindo da China para o Butantan, há uma dificuldade com essa segunda dose", explicou o ministro Queiroga, durante a sua fala no Senado.

Para entender a questão, no dia 21 de março, o Ministério da saúde alterou as orientações já adotadas na imunização contra a COVID-19 no Brasil. Anteriormente, estados e municípios deveriam, obrigatoriamente, armazenar as vacinas da segunda dose, de forma que esse estoque fosse igual ao número de pessoas que teriam recebido a primeira dose no local. Com a nova regra, estados e municípios puderam usar esse estoque e aplicar as vacinas reservadas como primeira dose de outras pessoas. Na época, a estratégia era ampliar os beneficiados pela imunização contra a doença.

No último domingo (25), o consórcio de veículos de imprensa apontou que a segunda dose de algum imunizante contra a COVID-19 foi aplicada em 12.579.100 brasileiros, o que equivale a 5,94% da população do país.

Fonte: Canaltech

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