Mercado fechará em 4 h 22 min
  • BOVESPA

    109.952,09
    -236,48 (-0,21%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.020,65
    +221,19 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    74,59
    +0,34 (+0,46%)
     
  • OURO

    1.790,40
    +8,00 (+0,45%)
     
  • BTC-USD

    16.874,70
    -131,37 (-0,77%)
     
  • CMC Crypto 200

    396,17
    -5,86 (-1,46%)
     
  • S&P500

    3.950,63
    +9,37 (+0,24%)
     
  • DOW JONES

    33.645,67
    +49,33 (+0,15%)
     
  • FTSE

    7.524,50
    +3,11 (+0,04%)
     
  • HANG SENG

    18.814,82
    -626,36 (-3,22%)
     
  • NIKKEI

    27.686,40
    -199,47 (-0,72%)
     
  • NASDAQ

    11.497,50
    -68,50 (-0,59%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4940
    +0,0153 (+0,28%)
     

Ministro da Justiça diz que aumentará efetivo de policiais para normalizar fluxo de rodovias

*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 19.10.2021 - O ministro da Justiça, Anderson Torres. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 19.10.2021 - O ministro da Justiça, Anderson Torres. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, disse que determinou reforço do efetivo da PRF (Polícia Rodoviária Federal) para normalizar o fluxo nas rodovias. A declaração foi dada nas redes sociais na noite desta segunda-feira (31).

"Situação das paralisações nas estradas sendo monitorada minuto a minuto pela @PRFBrasil e @gov_pf Acabo de determinar um reforço de efetivo, e de meios de apoio, a todas as ações possíveis para normalização do fluxo nas rodovias, com a brevidade que a situação requer", disse o ministro.

A PRF registrou nesta segunda (31), até final da noite, 321 pontos de bloqueios e interdições em vias de 25 estados e no Distrito Federal.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo caminhoneiros, iniciaram na noite deste domingo (30) bloqueios em estradas pelo país em protesto contra o resultado das eleições, que teve Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor na disputa pelo Planalto.

A Folha de S.Paulo teve acesso a vídeos em que os policiais federais dizem que não vão fazer nada em relação aos bloqueios. Em uma das imagens gravadas em Palhoça (SC), um policial diz que a ordem é somente estar no local.

"A única coisa que eu tenho a dizer nesse momento é a única ordem que nós temos é estar aqui com vocês, só isso", disse na imagem.

Os episódios envolvendo a PRF ocorrem um dia após a instituição descumprir uma decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, e realizar abordagens em transportes públicos.

Na noite do sábado (29), o ministro Alexandre de Moraes proibiu a realização de qualquer operação pela PRF contra veículos utilizados no transporte público de eleitores.

O diretor-geral da corporação, Silvinei Vasques, esteve no prédio do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, em reunião com o presidente do tribunal, Alexandre de Moraes, se comprometeu a interromper todas as abordagens em ônibus e obedecer a decisão do ministro.

Procuradores da República nas cinco regiões do país já instauraram procedimentos sobre a situação e apontam o cometimento, em tese, do crime contra o Estado democrático de Direito.

Um dos documentos ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso afirma que as motivações dos protestos "mostram-se explicitamente contrárias ao estado democrático de direito, requerendo intervenção militar por mero descontentamento com o resultado das eleições presidenciais".

A PRF também disse que acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para obter uma liminar da Justiça Federal "como forma de garantir pacificamente a manutenção da fluidez nas rodovias".

Integrantes do MPF, porém, entendem que a PRF tem condições de agir administrativamente contra os bloqueios, por exemplo a aplicação de multas, sem a necessidade de um respaldo judicial.

À Folha, a AGU informou que pareceres jurídicos da instituição dão aval à atuação de ofício da PRF (sem a necessidade de levar o assunto à esfera judicial), como ocorreu em 2018, por ocasião da greve dos caminhoneiros no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).