Mercado abrirá em 7 h 17 min
  • BOVESPA

    100.552,44
    +12,44 (+0,01%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.669,25
    +467,45 (+1,22%)
     
  • PETROLEO CRU

    39,74
    -0,29 (-0,72%)
     
  • OURO

    1.916,00
    -13,50 (-0,70%)
     
  • BTC-USD

    12.717,43
    +1.660,42 (+15,02%)
     
  • CMC Crypto 200

    255,02
    +10,13 (+4,14%)
     
  • S&P500

    3.435,56
    -7,56 (-0,22%)
     
  • DOW JONES

    28.210,82
    -97,98 (-0,35%)
     
  • FTSE

    5.776,50
    -112,72 (-1,91%)
     
  • HANG SENG

    24.699,11
    -55,31 (-0,22%)
     
  • NIKKEI

    23.469,56
    -97,44 (-0,41%)
     
  • NASDAQ

    11.612,25
    -79,00 (-0,68%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6413
    -0,0087 (-0,13%)
     

Ministro da Educação nega ser responsável por internet de alunos, mas dá prioridade a 'questão de gênero'

·3 minutos de leitura
BRASILIA, BRAZIL - SEPTEMBER 16: Minister of Education of Brazil, Milton Ribeiro, reacts before the ceremony in which Eduardo Pazuello takes office as Minister of Health amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the on September 16, 2020 in Brasilia. Pazuello took over as interim minister on May 16 this year. Brazil has over 4.382,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 133,119 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Milton Ribeiro, ministro da Educação (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, negou que a pasta seja responsável por prover internet aos alunos que não conseguem ter aulas online por falta de acessibilidade. Em entrevista ao Estadão, o ministro ainda negou que o MEC terá envolvimento na reabertura das escolas no país.

Milton Ribeiro, que é pastor presbiteriano, assumiu o ministério da Educação há dois meses, depois da saída de Abraham Weintraub, que hoje ocupa cargo do Banco Mundial.

Segundo o ministro, o MEC vai mandar R$ 525 milhões para escolas públicas, mas negou que a pasta se envolverá na reabertura. “Por mim, voltava na semana passada, uma vez que já superamos alguns itens, saímos da crista da onda e temos de voltar. Mas essa volta deverá ser de acordo com os critérios de biossegurança”, afirmou. Ribeiro ainda prometeu que, nesta semana, divulgará um protocolo de biossegurança para escolas de educação básica.

Ao falar sobre a desigualdade no Brasil, o ministro opinou que cada escola é responsável por dar internet aos alunos. “Esse não é um problema do MEC, é um problema do Brasil. Não tem como, vai fazer o quê? É a iniciativa de cada um, de cada escola. Não foi um problema criado por nós. A sociedade brasileira é desigual e não é agora que a gente, por meio do MEC, vai conseguir deixar todos iguais”, declarou ao Estadão.

Mais de uma vez, Ribeiro reforçou que, para ele, são Estados e municípios que devem se responsabilizar pela educação.

Milton Ribeiro falou ainda sobre a Base Nacional Comum Curricular. “Na educação básica, o Enem tem sido um balizador dos conteúdos que a gente requer, porque senão começa a falar lá de ideologia, sabe tudo sobre sexo, como colocar uma camisinha, tirar uma camisinha, sabe tudo. Fica gastando tempo com assuntos que são laterais. As crianças têm de aprender outras coisas.”

Leia também:

Questionado sobre a educação sexual, o ministro tratou a orientação sexual como “opção”: “É importante falar sobre como prevenir uma gravidez, mas não incentivar discussões de gênero. Quando o menino tiver 17, 18 anos, ele vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, não concordo.”

Ao falar sobre professores transgênero, Milton Ribeiro declarou que tem “certas reservas” e que o profissional não deve fazer “propaganda aberta com relação a isso” nem “incentivar meninos e menina a andarem por esse caminho”.

O ministro comentou também sobre o diálogo com parlamentares ligados à educação. Milton Ribeiro negou que tenha recebido Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES). “Recebi a Cpomissão Externa da Câmara”, da qual os dois fazem parte. Para o ministro, é diferente.

O ministro recebeu reclamações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por ter recebido Tabata Amaral, opositora do governo. Sobre o tema, Ribeiro afirmou que entende o presidente. “O presidente não gosta, porque são muito críticos, para mim, de uma maneira totalmente desequilibrada, mas eu vou ouvi-los. A mídia conservadora estranhou o fato de tê-los recebido, mas eu não vou mudar.”