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Ministra vê chuvas como preocupação para plantio da 2ª safra de milho

Ana Mano
·2 minuto de leitura
Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante evento em Brasília

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) - O governo brasileiro está preocupado com as fortes chuvas no país que estão atrapalhando o plantio da segunda safra de milho, afirmou nesta sexta-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, acrescentando que a oferta restrita de cereal já preocupa os frigoríficos.

Quanto mais atrasada a segunda safra de milho, maiores são os riscos climáticos, como seca e geadas com a chegada do inverno.

Chuvas torrenciais em Estados como o Mato Grosso retardaram a colheita da soja e a consequente semeadura da segunda safra de milho, que agora está sendo plantada fora da janela de clima ideal. A "safrinha" do cereal, representará cerca de 80% da produção total do Brasil nesta temporada.

Durante o BTG Pactual AgroForum, ela reiterou o plano do governo de aumentar a produção geral de alimentos do país em uma tentativa de elevar o abastecimento interno e controlar a inflação dos preços dos alimentos.

"Tenho a percepção de que talvez os preços das commodities agrícolas deem outro salto", disse ela.

Milho e farelo de soja são usados ​​na produção de ração para criações e têm alta demanda no Brasil, que abriga alguns dos maiores frigoríficos do mundo.

O aumento da produção de cereal permitiria aos produtores atender à crescente demanda interna e de exportação, acrescentou.

A China, que está reconstruindo sua criação de suínos após o plantel ser abatido por doença mortal aos animais desde 2018, provavelmente importará cerca de 25 milhões de toneladas de milho este ano, disse Tereza Cristina.

Isso se compara a 7,6 milhões de toneladas no ano comercial de 2019/20, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

A China já é o maior comprador de soja do Brasil, e analistas acreditam que pode recorrer ao país para fornecimentos adicionais de milho.

Ela ainda disse estar confiante de que o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que está sob revisão, deverá ser aprovado, apesar da oposição de países como a França, que tem um forte lobby agrícola contrário ao pacto.