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Ministério da Saúde pode perder milhões de testes para covid-19 e chegar a prejuízo de R$ 67 milhões

·2 minuto de leitura
Doctor in protective gloves & workwear holding open test tube and taking out sampling swab for novel Covid-19 test in laboratory.
Kits estão guardados em almoxarifado em Guarulhos, São Paulo (Foto: Getty Images)
  • Ministério da Saúde tem 4,3 milhões de exames guardados em Guarulho, SP

  • Exames perdem a validade em maio

  • Prejuízo pode ser de mais de 67,5 milhões

O Ministério da Saúde deve perder milhões de testes para covid-19 no fim deste mês. A pasta admitiu a possibilidade ao Ministério Público Federal. Em abril, uma nota técnica enviada à Procuradoria da República do Distrito Federal já previa que os exames poderiam perder a validade. As informações são da Folha de S. Paulo.

Segundo o documento, no total, são 4,3 milhões testes, guardados em um almoxarifado em Guarulhos, São Paulo. A estimativa era perder 2,3 milhões de exames por causa do prazo de validade. Ainda haveria 2 milhões de testes para covid-19 e, entre eles, 1,6 milhão expiram em maio.

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O processo do Ministério Público Federal foi encaminhado à CPI da Covid no Senado nesta semana.

Originalmente, os testes começariam a vencer em dezembro, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) prorrogou o prazo até maio. Cada um dos exames custou R$ 42,30 e, caso todos fiquem inutilizados, o prejuízo será de mais de R$ 67 milhões.

Questionado, o Ministério da Saúde não respondeu à Folha.

Anteriormente, a pasta havia dito que os testes sem validade poderiam ser trocados por exames novos, mas não deu detalhes de como seria feita a operação.

Os exames foram adquiridos junto à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Segundo o documento adquirido pela Folha, o Ministério da Saúde pediu em junho de 2020 que a Opas parasse de enviar testes, caso contrário, começaria a incinerar os exames.

A justificativa da pasta era que havia “pouca saída dos kits”, superlotação do almoxarifado e vencimentos dos testes já estocados. O Ministério afirmou que a suspensão seria temporária, até que definisse novas estratégias para testar a população.

A Opas negou a paralisação, porque todos os testes já estavam no país. Dessa forma, o Ministério da Saúde recusou os exames que seriam enviados pela Fiocruz.