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Ministério da Saúde diz não ter seringas para vacinação contra covid porque compras são feitas pelos estados

Ana Paula Ramos
·2 minuto de leitura
LAMPUNG, INDONESIA - JANUARY 14, 2021: Health workers are seen preparing Covid-19 Sinovac vaccine from China to be injected to vaccine recipients in Lampung, Indonesia on January 14, 2021. Indonesia has started giving Covid-19 Sinovac vaccine from China starting with vaccine injections to Indonesian President Joko Widodo on January 13, 2021.- PHOTOGRAPH BY Dewa / Riau Images/ Barcroft Studios / Future Publishing (Photo credit should read Dewa / Riau Images/Barcroft Media via Getty Images)
Ministério afirma que, para iniciar a campanha de imunização, estados têm agulhas e seringas disponíveis no estoque (Foto: Dewa / Riau Images/Barcroft Media via Getty Images)

O Ministério da Saúde informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) não ter seringas e agulhas para a campanha de vacinação contra a covid-19.

Em documento enviado ao STF na quarta-feira (13), a pasta alega que a aquisição desses produtos é geralmente feita pelos estados, que têm um estoque de 80 milhões de unidades, que “podem ser mobilizadas, imediatamente, para o início da vacinação”.

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“Com relação à comprovação dos estoques dos referidos insumos, cumpre-nos informar que, via de regra, as aquisições são realizadas pelos próprios Entes federados, cabendo à União o fornecimento dos imunobiológicos necessários para a execução das ações de imunização. Por esse motivo, este Ministério não possui estoque disponível para a realização da referida campanha de vacinação”, diz trecho do documento.

A estimativa do Ministério da Saúde é de quase 30 milhões de doses de diferentes vacinas contra a covid-19. Segundo a pasta, serão inicialmente 10,7 milhões de doses em janeiro, e 9,3 milhões em fevereiro.

Caso houvesse a disponibilidade imediata dos 30 milhões de doses, segundo o ministério, sete estados correriam o risco de não ter estoque suficiente para atender à demanda inicial de aplicação das vacinas: Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina.

A pasta afirma ainda que está adquirindo seringas e agulhas para poder realizar toda a campanha.

O cronograma apresentado pelo ministério prevê o envio de seringas e agulhas adquiridas por meio de um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). No total, serão 40 milhões de unidades. O primeiro lote, com pouco menos de 2 milhões, vindo da China, tem previsão de chegada em 25 de janeiro. O último, com 2,37 milhões, virá em julho.

As informações enviadas ao STF são uma resposta a uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, que havia determinado que o Ministério da Saúde comprovasse o estoque de seringas e agulhas para vacinação contra a covid-19. O magistrado pediu um relatório após pedido apresentado pelo partido Rede Sustentabilidade.