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Ministério pode precisar de orçamento extra para combater coronavírus

Renan Truffi

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que todos os gastos feitos com o coronavírus estão sendo contabilizadas de maneira separada O Ministério da Saúde informou hoje que, dependendo do avanço da epidemia de coronavírus no Brasil, a pasta pode precisar de reforço orçamentário. A afirmação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo. Segundo ele, todos os gastos públicos feitos com o coronavírus estão sendo contabilizadas de maneira separada justamente para o controle fiscal.

Gabbardo falou sobre o assunto ao comentar a compra emergencial de 21 insumos médicos necessários às unidades de saúde.

Como as licitações ainda estão sendo concluídas, o secretário-executivo não quis adiantar qual será o valor total da compra. Ele estimou, no entanto, que somente a aquisição desses insumos pode consumir aproximadamente R$ 140 milhões em recursos da pasta.

"Não posso dizer nada em relação a valores porque estamos adquirindo itens mais caros, não podemos influenciar o mercado. Globalmente, essas compras estão estimadas em 140 milhões de reais. Uma variável que nos favorece: pela primeira vez, o governo está fazendo uma compra num quantitativo tão elevado. Por outro lado, nunca fizemos uma compra num momento com o mercado pressionado", explicou. "Todos os gastos com coronavírus estão com contabilidade separada porque dependendo dos gastos poderá ser necessário recurso extra para o ministério", complementou.

No início de fevereiro, o governo havia feito um chamamento público para a compra emergencial de 21 insumos, entre eles álcool e luvas. Desses 21, 16 insumos já tiveram contratos assinados, enquanto outros cinco itens não encontraram fornecedores capazes de entregas as quantidades necessárias para a pasta. Entre esses cinco itens, estão aventais tamanho P, M e G, que totalizam 12 milhões de unidades, e 24 milhões de máscaras cirúrgicas.

Diante dessa dificuldade, o Ministério da Saúde deve publicar, nas próximas horas um novo edital, em edição extra do Diário Oficial da União, com outra licitação apenas para esses itens restantes. Desta vez, o edital vai permitir a compra fracionada, ou seja, de mais de uma empresa. A única exigência será que a empresa seja capaz de entregar ao menos 500 mil unidades de um dos itens licitados.

"Vamos ter, com certeza, fornecedores suficientes para entregar os materiais que necessitamos. [Expectativa] é ter os produto na mão em duas ou três semanas. Vamos aceitar propostas de pelo menos 500 mil unidades desses itens", afirmou Gabbardo.

Imagem de microscópio do coronavírus (amarelo) feita no Rock Mountain Laboratories, do National Institute of Allergy and Infectious Diseases do EUA

NIAID-RML/AP