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Ministério Público pede arquivamento do inquérito que investiga se policiais militares executaram suspeitos na ação mais violenta da década

O Globo
·2 minuto de leitura

RIO - O promotor Alexandre Murilo Graça, do Ministério Público do Rio de Janeiro, pediu o arquivamento do inquérito que investiga a responsabilidade de policiais militares em uma operação de 2019, nos morros do Fallet, Fogueteiro e Coroa, segundo informações do "Fantástico", da TV Globo. A ação foi a mais violenta da última década no Rio de Janeiro, deixando 15 mortos.

Caso a justiça estadual aceite o arquivamento, a Defensoria Pública estuda pedir a federalização do caso, para que a investigação passe para a Polícia Federal. No pedido, o promotor alega que os agentes agiram em legítima defesa e que usaram "meio necessário e proporcional".

Contestando o resultado da investigação, a Defensoria Pública acredita que ela foi profundamente prejudicada por uma série de falhas e omissões. Entre elas, estão a não preservação da cena do local, uma lavanderia onde 9 suspeitos foram mortos, e a forma com que os corpos foram retirados de lá, arrastados pelas escadas pelos próprios policiais, sob o pretexto de prestação de socorro.

"Isso foi uma manipulação da cena do crime, que não foi preservada.Primeiro que sequer deveriam ter sido conduzidos pelos próprios policiais. A perícia de necropsia não descreveu a trajetória dos projéteis, omitiu a descrição de lesões graves, não tirou fotografia das lesões", disse o defensor Daniel Lozoya, na reportagem.

O caso chamou a atenção da Human Rights Watch, entidade que se dedica à defesa dos direitos humanos. Ela pediu que os laudos fossem analisados por peritos independentes, que também apontaram erros graves.

"As próprias autópsias foram muito mal feitas. Então, por exemplo, não houve um exame das roupas. As roupas são muito importantes para você determinar a distância do tiro", aponta César Muñoz, pesquisador da Human Rights Watch.

Na ocasião, o Ministério Público do Rio de Janeiro abriu uma nova investigação. Segundo eles, foi a primeira vez que o MPRJ usou a tecnologia para recriar digitalmente a cena em 3D, uma parceria com um estúdio de realidade aumentada, feita para confrontar as versões das testemunhas.

Depois da operação, o então governador Wilson Witzel havia dito que a ação da polícia foi legítma. Já agora, ele afirmou ao "Fantástico" que jamais defendeu a política de confronto e que em todas as suas manifestações disse que a polícia deveria agir como determina o código penal.

A Polícia Civil disse, em nota, que "os laudos periciais apontam o que de fato ocorreu e que a conclusão do inquérito se baseia em provas, reproduções simuladas, depoimentos e ações de inteligência". Já a Polícia Militar disse que "os inquéritos concluíram que não houve execução e que foram os criminosos que atiraram contra os policiais para possibilitar a fuga dos líderes da facção".