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Ministério da Saúde restringe vacinação de grávidas a Coronavac e Pfizer e em caso de comorbidades

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde decidiu suspender o uso da vacina AstraZeneca/Oxford em gestantes e puérperas no país. A medida ocorreu após recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A pasta também vai interromper, temporariamente, a vacinação de gestantes que não tenham comorbidades. Com isso, a imunização deve ser seguida apenas para gestantes que tenham doenças preexistentes e com uso de doses da Pfizer e Coronavac.

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fontana, a medida ocorre como precaução em meio à investigação de um óbito por trombose em uma gestante que recebeu a vacina no Rio de Janeiro. A relação deste caso com a vacina, porém, ainda não foi comprovada.

"É uma cautela que o PNI tem até o fechamento do caso e verificar o cenário epidemiológico [da Covid]", afirma a coordenadora sobre as duas decisões.

Ela afirma que não houve outros registros de casos semelhantes até o momento e que os casos de trombose observados no mundo em relação à vacina da AstraZeneca têm sido extremamente raros.

"Destaco a importância que essa vacina tem para o Programa Nacional de Imunizações. Precisamos separar essa questão, porque é uma vacina que estamos aplicando na população com benefícios", completa.

Ainda de acordo com a coordenadora, a pasta deve elaborar um documento com orientações para as gestantes que já receberam doses da AstraZeneca.

Até o momento, ao menos 22.295 gestantes já foram vacinadas no país, segundo os dados do Ministério da Saúde. Destas, 15.014 receberam a vacina da AstraZeneca, 3.414, a Coronavac e 3.867, a vacina da Pfizer.

Ela reforça que gestantes ainda têm indicação de vacinação --caso daquelas com doenças preexistentes-- ainda devem receber a vacinação como forma de prevenir internações por Covid, medida que já vinha sendo recomendada nos últimos meses.

Para isso, mulheres devem comprovar a condição com relatório médico ou demais documentos.

"Gestantes com comorbidade que não tomaram nenhuma dose ainda devem procurar o serviço de saúde para se vacinar com vacina da Pfizer e Coronavac", informa.

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