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Ministério da Agricultura investiga caso suspeito de vaca louca no Brasil

·2 minuto de leitura
Vacas da raça holandesa são alimentadas em uma fazenda da Califórnia, Estados Unidos

Por Nayara Figueiredo e Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério da Agricultura está investigando uma suspeita da doença "vaca louca" identificada no país, confirmou a pasta em nota nesta quarta-feira, embora haja chances de ser um caso atípico, onde não há contaminação, segundo uma fonte da indústria.

Questionado sobre o tema, o ministério disse em comunicado à Reuters que, como membro da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês), o Brasil adota procedimentos de vigilância, investigação e notificações recomendadas pela instituição.

"Casos em investigação são corriqueiros dentro dos procedimentos de vigilância estabelecidos e medidas preventivas são adotadas imediatamente para garantir o controle sanitário", informou a pasta.

Uma vez concluído o processo de análise, acrescentou o ministério, os resultados serão informados sobre a doença, conhecida também como encefalopatia espongiforme bovina (EEB).

Uma fonte ligada à indústria de carne bovina disse na condição de anonimato que a suspeita teria sido identificada em Minas Gerais, em um animal mais velho, situação semelhante à ocorrida em 2019 em Mato Grosso, quando tratava-se de um chamado "caso atípico".

"A vaca louca é uma doença que pode surgir de forma espontânea e bem isolada. É considerado caso atípico quando não há contaminação", disse a fonte.

Ainda segundo o interlocutor, este tipo de caso, mesmo quando confirmado, não constuma desencadear embargos pelos países compradores da proteína.

Uma excessão foi a Arábia Saudita que suspendeu por três anos, em 2012, as compras de carne bovina brasileira devido à ocorrência de um caso atípico de vaca louca.

O diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, disse que os exportadores da proteína localizados em Minas Gerais devem suspender embarques em função da suspeita da doença.

Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) preferiu não comentar até que os resultados do Ministério da Agricultura sejam divulgados.

A investigação, além disso, teve repercussão no mercado.

"Já mexeu com os preços e hoje as cotações (da arroba bovina) caíram, somando-se a um movimento de queda de preço em função do aumento de oferta", acrescentou Torres.

Nesta quarta-feira, a arroba fechou o dia cotada a 305,50 reais, queda de 2,52% na variação diária e recuo de 3,38% em base mensal, conforme indicador do boi gordo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

(Por Nayara Figueiredo e Roberto Samora)

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