Mercado fechará em 6 mins
  • BOVESPA

    109.869,72
    +2.490,80 (+2,32%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.889,80
    +622,60 (+1,47%)
     
  • PETROLEO CRU

    44,90
    +1,84 (+4,27%)
     
  • OURO

    1.805,60
    -32,20 (-1,75%)
     
  • BTC-USD

    19.178,24
    +726,28 (+3,94%)
     
  • CMC Crypto 200

    380,17
    +10,42 (+2,82%)
     
  • S&P500

    3.632,75
    +55,16 (+1,54%)
     
  • DOW JONES

    30.010,60
    +419,33 (+1,42%)
     
  • FTSE

    6.432,17
    +98,33 (+1,55%)
     
  • HANG SENG

    26.588,20
    +102,00 (+0,39%)
     
  • NIKKEI

    26.165,59
    +638,22 (+2,50%)
     
  • NASDAQ

    12.077,50
    +172,25 (+1,45%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3927
    -0,0476 (-0,74%)
     

Minerais em meteorito marciano indica que havia água por lá há muito mais tempo

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Há algum tempo, um par de meteoritos foi descoberto no deserto do Saara. Agora, uma equipe internacional de cientistas analisou amostras de uma das rochas e descobriu mais detalhes de impactos que ocorreram no passado de Marte, e podem ter avançado mais um passo na compreensão do papel que a água tem na formação dos planetas.

As rochas encontradas receberam os nomes NWA 7034 e NWA 7533, onde NWA significa “North West Africa” e os números indicam a ordem em que os meteoritos foram aprovados oficialmente pela organização Meteoritical Society. Após análises, foi revelado que as rochas são novos tipos de meteoritos marcianos e têm diferentes fragmentos de outras rochas, e uma equipe internacional de cientistas analisou uma amostra do NWA 7533.

O professor Takashi Mikouchi, da Universidade de Tóquio, autor do estudo, trabalha com estudos dos minerais nos meteoritos marcianos para entender como Marte se formou. "Nossas amostras do NWA 7533 foram submetidas a quatro tipos diferentes de análises espectroscópicas, que são formas de detectar assinaturas químicas, e nossa equipe chegou a conclusões empolgantes", explica ele.

Devido à cor, o meteorito recebeu o apelido "Beleza Negra" (Imagem: Reprodução/NASA/Luc Labenne)
Devido à cor, o meteorito recebeu o apelido "Beleza Negra" (Imagem: Reprodução/NASA/Luc Labenne)

Os cientistas planetários já sabem que a água esteve em Marte durante pelo menos 3,7 bilhões de anos. Entretanto, ao analisar a composição mineral do meteorito, Mikouchi e sua equipe deduziram que é bastante possível que a água estivesse presente no Planeta Vermelho 4,4 bilhões de anos atrás. “Os clastos ígneos, ou rocha fragmentada no meteorito, se formam a partir do magma e geralmente são causados pelos impactos e oxidação”, explica Mikouchi. "Essa oxidação poderia ter ocorrido se houve água presente sobre ou no interior da crosta marciana há 4,4 bilhões de anos durante um impacto que derreteu parte dela”.

Além disso, a análise também sugere que um impacto desses poderia ter liberado grandes quantidades de hidrogênio, que teriam contribuído para o aquecimento do planeta em um período em que Marte já tinha uma atmosfera espessa de dióxido de carbono. Na ciência planetária, existe um antigo questionamento sobre as origens da água da Terra, Marte e até na Lua. Assim, pode ser que o surgimento da água tenha relação com cometas e asteroides, mas também pode ser simplesmente uma das várias substâncias que ocorrem naturalmente durante a formação dos planetas — e a análise do meteorito apoia essa segunda hipótese.

Então, se existiu água em Marte mais cedo do que se os cientistas esperavam, a substância possivelmente é o resultado natural de algum processo que ocorreu no início da formação do planeta. Agora, essa descoberta poderá ajudar os pesquisadores a descobrirem de onde a água veio, e pode também influenciar as teorias sobre a origem da vida e a exploração da possível vida em outros mundos.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science Advances.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: