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Mineradoras de bitcoin venderam quase tudo que mineraram em 2022

Mão segurando bitcoin - minerador
Mão segurando bitcoin - minerador

Ilustrando a crise do setor, novos dados apontam que as dez maiores corretoras de Bitcoin venderam quase todas as criptomoedas que mineraram em 2022. Ou seja, criaram mais pressão vendedora no mercado, prejudicando seus próprios negócios.

No entanto, vale notar que há diferentes posturas no setor. Algumas mineradoras venderam até mais que mineraram, torrando todas as suas reservas, já outras, melhores financeiramente, continuam acumulando Bitcoin enquanto suas rivais vão à falência.

O maior exemplo desta crise é a Core Scientific, mineradora que declarou falência na última semana, mas outras também estão sofrendo com a queda do BTC e o aumento no custo da energia.

Pressão vendedora de mineradoras

No gráfico apresentado por Tom Dunleavy, a Core Scientific aparece como destaque. Sem mais nenhuma reserva em Bitcoin, a mineradora acabou vendendo mais bitcoins do que minerou, torrando receitas de anos anteriores.

Por outro lado, Marathon e Hut8 seguem acumulando bitcoin neste bear market. Sendo assim, existem dois cenários. O primeiro, mais otimista, deles é um grande crescimento no próximo ciclo de alta. Já o segundo, mais pessimista, indica que há estas duas podem despejar cerca de 20.000 BTC no mercado.

A lista segue, mostrando que muitas destas gigantes listadas em bolsas não estão conseguindo lidar com este bear market, vendendo tudo que estão minerando, e mais um pouco.

“Os mineradores de BTC venderam aproximadamente 100% das moedas que mineraram. As 10 maiores mineradoras públicas de bitcoin, detalhadas aqui, mineraram ~40.700 BTC e venderam ~40.300 em 2022”, comenta Dunleavy. “Este é um vento contrário persistente para o BTC e, por nenhuma outra razão, uma boa tese para ser otimista no trade de ETHBTC.”

No gráfico acima, barras azuis representam bitcoins minerados, cinza-claro são os bitcoins vendidos e, por fim, cinza-escuro são as reservas de BTC dessas mineradoras.

Ethereum tem força para bater o Bitcoin?

Em seu comentário, Dunleavy aponta estar otimista em relação ao Ethereum em relação ao Bitcoin. Além da pressão vendedora destes mineradores, é notável que o ETH abandonou o Proof-of-Work neste ano.

Em outras palavras, o Ethereum não precisa mais se preocupar com grandes despejos por mineradoras. No entanto, há um grande lote de ETH trancado em um smart contract, ainda sem data para serem liberados. Ou seja, também pode ter o mesmo problema.

Por fim, mesmo conseguindo reduzir sua inflação, o Ethereum ainda não convenceu investidores de que seu novo modelo financeiro é melhor que o antigo. Cotado a US$ 1.200, o ETH é apenas mais uma criptomoeda sofrendo com a alta dos juros dos EUA e o efeito dominó da falência da FTX.

Fonte: Livecoins

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