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Mineradora de Bitcoin ganha R$ 48,6 milhões para não operar

Bitcoin é conhecida por demandar um gasto energético muito alto por transação
Bitcoin é conhecida por demandar um gasto energético muito alto por transação
  • Bitcoin é conhecida por demandar um gasto energético muito alto por transação

  • Valor da criptomoeda caiu bastante nos últimos meses;

  • Mineradoras de Bitcoin tem revendido luz de volta para à rede energética com altos lucros.

A empresa americana de mineração de Bitcoin, Riot Blockchain Inc. recebeu cerca de US$ 9,5 milhões (R$ 48,6 milhões) em créditos na sua conta de luz por ter cessado suas operações durante algumas semanas no último mês, frente a onda de calor histórica que atinge o estado americano do Texas.

Esse valor, que será abatido da conta de luz da mineradora de ativos digitais, é equivalente a 439 Bitcoin (BTC). Em comparação, em julho a empresa minerou o equivalente a 318 BTC, 28% a menos do que foi produzido em julho de 2021. Em seu comunicado oficial, a empresa se vangloriou de que a paralisação de suas operações economizou energia suficiente para abastecer 13 mil domicílios.

Isso quer dizer que o estado americano efetivamente pagou à empresa para que não funcionasse, de modo a garantir que os cidadãos americanos tivessem acesso a energia elétrica. De acordo com os jornais locais, o preço da energia no Texas está de 50% a 70% maior neste ano do que no ano passado.

A mineradora possui uma instalação que opera a 750 megawatts, e está atualmente construindo outra de 1 gigawatt na mesma região. O Bitcoin é conhecido por demandar muita energia para completar uma transação, cerca de 1400 kilowatt-hora. Isto quer dizer que a transferência de um Bitcoin entre duas pessoas necessita de aproximadamente da mesma quantidade energética que um domicílio americano usa em 50 dias. Os dados são do Índice de Consumo Energético do Bitcoin do Digiconomist.