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Mindhunter | Quem são os serial killers reais que aparecem na 2ª temporada?

Natalie Rosa

Depois de quase dois longos anos de espera, a Netflix finalmente liberou a segunda temporada de Mindhunter. A série, baseada em acontecimentos reais, conta a história de investigadores do FBI que começaram a tentar entender o comportamento de assassinos com base na psicologia, chegando então ao termo serial killer, usado até hoje.

Os assassinos cruéis retratados em Mindhunter são reais, assim como suas histórias. Eles aparecem sendo interpretados por atores incrivelmente parecidos com eles, descrevendo algumas etapas perturbadoras de seus crimes e suas motivações.

Leia também: Crítica | Mindhunter coloca os aprendizados em prática na segunda temporada

Para relembrar de todos os serial killers que aparecem na segunda temporada de Mindhunter, criamos uma lista contando um pouco sobre cada um deles. Mas atenção: este texto pode conter spoilers.

Dennis Rader, o BTK

Imagem: Reprodução

Para começar, vamos falar sobre BTK, Dennis Rader. Ele se deu esse apelido, que significa "Bind, Torture, Kill", (amarrar, torturar, matar), devido à forma que matava as suas vítimas. Seus crimes aconteceram entre um longo período, de 1974 a 1991, na área de Wichita, estado do Kansas, assassinando 10 pessoas no total. Os planos de BTK envolviam assassinar mais uma pessoa em 2004, mas, felizmente, ele não coneguiu executar o plano.

Dennis gostava de enviar cartas para se comunicar com as autoridades, enviando também símbolos e dicas, mas sendo bastante debochado com a situação.

Um dos fatos mais bizarros sobre BTK é que ele gostava de se vestir como suas vítimas, colocando uma corda no pescoço e se enforcando, registrando tudo em fotos, como a imagem real abaixo. O assassino também fazia recortes de revistas com imagens de mulheres e as desenhava como se elas estivessem sendo enforcadas com cordas. Perturbador.

Imagem: Reprodução

Dennis foi capturado no dia 25 de fevereiro de 2005 e está cumprindo 10 penas de prisão perpétua.

Elmer Wayne Henley

Imagem: Reprodução

Henley ajudou, nos anos 1970, Dean Corll (também conhecido como Candyman) a sequestrar, torturar e estuprar pelo menos 28 garotos na área de Houston, no Texas. Aos 17 anos, Henley se revoltou contra o parceiro e o matou com tiros.

Elmer Wayne Henley é entrevistado em Mindhunter por Wendy Carr e, antes dos acontecimentos da série, os crimes cometidos pela dupla ainda não estavam classificados na categoria serial killer. O caso se tornou, na época, o pior e mais chocante da história de Houston.

Henley acabou sendo capturado pela polícia e indiciado pelo assassinato de seis vítimas de Corr, cumprindo penas de mais de 99 anos de prisão. Também foi preso David Brooks, que se entregou à polícia se acusando de ter participado dos assassinatos.

David Berkowitz, o Son of Sam

Imagem: Reprodução

Na segunda temporada de Mindhunter, também conhecemos o assassino David Berkowitz, o Son of Sam. O serial killer matou pela primeira vez aos 23 anos e, em poucos meses, atacou mais de 12 pessoas, matando seis delas e ferindo o restante.

Como David conta na entrevista retratada no seriado, ele não tinha um alvo predefinido, somente saía com o seu carro e disparava tiros na janela de carros estacionados ou que estivessem circulando pelas ruas.

Ele justificou seus atos dizendo que estava possúido por um demônio que o ordenava a matar, mas no fim tudo não passava de uma mentira.

Edmund Kemper

Imagem: Reprodução

Kemper é, possivelmente, o serial killer que mais aparece na série até então. Com apenas 15 anos, ele assassinou os seus avós e foi internado em uma clínica de cuidados mentais, permanecendo por lá durante seis anos. No entanto, não demorou muito para que ele voltasse a matar.

Entre os anos de 1972 e 1973, Edmund matou oito pessoas, sendo cinco estudantes universitárias. Ele não se contentava somente em matar, então removia partes dos corpos das vítimas e fazia atos sexuais. A última pessoa que foi assassinada por Kemper foi a sua mãe, em 1973, e logo depois ele decidiu se entregar à polícia.

Paul Bateson

Imagem: Reprodução

A história de Paul Bateson traz um fato bastante curioso. O criminoso, que assassinou a jornalista Addison Verill do site Variety, em setembro de 1977, possui uma relação com o filme O Exorcista. Ao contrário de Son of Sam, — que diz que o filme não é uma mentira e que demônios podem possuir pessoas e exigir que elas matem — Bateson tem uma conexão real com o filme, mas sem envolver a paranormalidade.

Ele atuou como figurante no filme O Exorcista, de 1973, como um radiologista nesta cena clássica e perturbadora:

O caso de Bateson envolve uma série de assassinatos de jovens homossexuais, mas até hoje não conseguiram provar se ele também tem relação com essas mortes. Ele serviu por 24 anos e foi solto em 2003. Hoje, ninguém sabe onde ele está ou se ainda está vivo.

William Joseph Pierce, Jr.

Imagem: Reprodução

A carreira criminosa de William começou com a sua prisão por roubo, em 1970. Após ser liberado antes mesmo de terminar a pena, que poderia chegar a até 20 anos, ele não demorou um mês para cometer um novo crime: um assassinato. Então, entre os anos de 1970 e 1971, fez oito vítimas fatais.

William Jr. foi preso ainda em 1971 e condenado à prisão perpétua. Ainda vivo, cumpre a sua pena na Geórgia.

Tex Watson

Imagem: Reprodução

Watson foi um seguidor de Charles Manson, uma das pessoas que sujavam a mão com as matanças a pedido do líder. O criminoso participou de vários assassinatos e foi condenado à pena de morte junto com Manson, mas ambos tiveram a sentença reduzida para prisão perpétua.

Tex Watson morreu na prisão em 2017, aos 83 anos. O assassino, assim como Charles Manson, também aparece no filme Era Uma Vez... em Hollywood. Aliás, Charles Manson não está nessa lista pelo simples fato de não ter matado ninguém, apenas ordenado.

William Henry Hance

Imagem: Reprodução

Hance fez parte de um dos crimes que mais chamaram a atenção nos anos 1960 e 1970 nos Estados Unidos. Como ex-fuzileiro naval, em 1978 foi condenado pelo assassinato de três mulheres na Geórgia em bases militares.

O assassino foi condenado à pena de morte, mesmo alegando à Justiça que tinha problemas mentais. William foi executado em 1994 na cadeira elétrica.

Wayne Williams

Imagem: Reprodução

O grande foco da segunda temporada de Mindhunter é no assassino Wayne Williams, envolvido nos crimes de assassinato de garotos em Atlanta. Suspeito de sequestrar e matar quase 30 crianças na capital do estado norte-americano da Geórgia, ele foi capturado e condenado apenas por dois crimes, de jovens adultos. Até hoje não foi possível relacionar os crimes a Wayne e nem a nenhuma outra pessoa.

A segunda temporada de Mindhunter já está disponível completa na Netflix.

Fonte: Canaltech

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