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Minas Gerais investiga possível 1º caso da variante ômicron no estado

·2 min de leitura

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Uma paciente está internada em isolamento há três dias em Belo Horizonte com suspeita de contaminação pela variante ômicron do coronavírus. A mulher saiu do Congo, na África, em 17 de novembro, passou pela Turquia e desembarcou em São Paulo em 20 de novembro, seguindo via terrestre para a capital mineira.

A paciente, de 33 anos, que não teve o nome nem a nacionalidade revelados, está internada no Hospital Eduardo de Menezes, referência no estado para o tratamento de doenças infectocontagiosas.

Na instituição também ficou internada uma mulher de 22 anos que teve suspeita de coronavírus em janeiro de 2020, depois de chegar de Wuhan, na China, então considerada o epicentro da pandemia. A suspeita não se confirmou.

A paciente que está internada no Eduardo de Menezes procurou atendimento médico na rede municipal de saúde somente no último domingo (28). A mulher afirmou não ter sido vacinada contra Covid-19, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde.

Disse ainda ter feito teste para detecção da doença antes de embarcar no Congo, e que o resultado foi negativo. O Cievs (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde) foi acionado e pediu a genotipagem do vírus para confirmar se é realmente infecção pela nova variante. Não há informações sobre o estado de saúde da paciente.

O material coletado para o teste foi encaminhado para a Funed (Fundação Ezequiel Dias) e a previsão é que o resultado saia até sexta-feira (3). A Secretaria de Estado de Saúde afirma que, até o momento, o caso da paciente do Eduardo de Menezes é o único suspeito para ômicron em Minas Gerais.

A pasta afirma ter recebido em 26 de novembro comunicado de risco enviado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde sobre a nova variante do vírus, identificada na África do Sul. A OMS (Organização Mundial de Saúde) trata a cepa como variante de preocupação.

"Ainda são necessários estudos aprofundados para identificar o impacto das mutações em características como a transmissibilidade, letalidade e eficácia das vacinas contra a Covid-19", afirma a secretaria, em nota.

"Trata-se de uma variante com alterações genéticas suspeitas de afetar as características do vírus com alguma indicação de risco futuro, mas cuja evidência de impacto epidemiológico não está clara no momento", diz a pasta.

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