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Mina de potássio de US$ 5 bi atrai interesse na terra do Malbec

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A província argentina de Mendoza está em negociações com alguns dos maiores produtores mundiais de potássio para reativar uma mina que requer investimentos de até US$ 5 bilhões em um momento de alta dos preços dos fertilizantes.

Mendoza - mais conhecida por suas exportações de vinho Malbec do que pelas amplas reservas minerais - assumiu o projeto de potássio do Rio Colorado há vários meses, após anos de disputa com a Vale, que desistiu da operação em 2013 depois de gastar US$ 2,2 bilhões para construir quase metade da mina.

Autoridades provinciais têm conversado com vários possíveis parceiros para finalmente colocar a mina Rio Colorado em operação, assinando acordos de confidencialidade com cinco dos maiores produtores mundiais do nutriente, disse Emilio Guiñazú, diretor-geral da estatal PRC SA, que controla o ativo.

Atrair investimentos para o projeto Rio Colorado 15 anos depois que a Rio Tinto tentou desenvolvê-lo seria uma grande vitória - não apenas para Mendoza, que enfrenta obstáculos para desenvolver minas por causa da oposição ambiental, mas para todo o país, onde regras onerosas para empresas, incluindo controles de capital, assustam investidores. Guinãzú diz que agora é a hora, porque os preços do potássio estão subindo em linha com outros fertilizantes, pois a forte demanda de produtores colide com uma série de cortes de fornecimento.

“Uma janela de oportunidade começou a se abrir e não queremos desperdiçá-la”, disse em entrevista na quarta-feira.

Sanções dos Estados Unidos a produtores de potássio da Bielorrússia colocam em risco a expansão de minas no país, enquanto gargalos logísticos devido à pandemia e furacões desaceleram o comércio de fertilizantes. Uma decisão no mês passado da BHP de dar continuidade ao projeto Jansen no Canadá, orçado em US$ 5,7 bilhões e após anos de hesitação, destaca as boas perspectivas de longo prazo do mercado.

O projeto Rio Colorado tem potencial para produzir 4,5 milhões de toneladas por ano, semelhante à mina Jansen, o que exigiria cerca de US$ 5 bilhões em investimentos. Essa versão do projeto precisa de 800 quilômetros de ferrovias para levar o potássio a um porto do Atlântico para exportação a mercados como o Brasil.

Um cenário mais provável, disse Guinãzú, é atrair US$ 1 bilhão para uma produção anual de 1 milhão de toneladas, que poderiam ser transportadas por caminhão, embora Mendoza esteja preparada para reduzir ainda mais a escala apenas para fazer o projeto decolar. Um investimento de US$ 200 milhões produziria fertilizante suficiente para a Argentina e seu pequeno vizinho Uruguai, disse.

A província quer encontrar um investidor que assuma uma participação majoritária e opere a mina em 18 meses. Atualmente busca assessoria técnica para orientar a pesquisa.

Por causa do histórico da Argentina, marcada por intervenções do governo, investidores precisam estar dispostos a assumir riscos. Mas também podem ser atraídos por benefícios especiais. Por exemplo, o governo federal e províncias negociam uma legislação para que empresas de petróleo e gás na área de gás de xisto de Vaca Muerta possam aumentar as vendas no exterior e liberar parte das receitas de exportação dos controles de capital. Um mecanismo semelhante está em discussão para mineradoras, disse Guinãzú.

“Sem dúvida, alguns dos benefícios do projeto de lei do petróleo e gás estão sendo estudados também para a mineração”, afirmou.

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©2021 Bloomberg L.P.

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