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Mina Mana Mona, feira de arte e gastronomia, reúne mulheres cis e trans no Rio

·2 min de leitura

Ao olhar para a história da própria família, a artista visual Mayara Velozo puxou o fio de uma rede de matriarcas. Avós, tias e mães trabalhavam com roupas e costura, numa relação que se revelou um rico material de base para a sua produção artística. “Uso o tecido como suporte para explorar a memória”, resume a moça, que combina tramas e panos para produzir parte de suas obras.

O histórico familiar reverbera também na maneira como Mayara enxerga o ofício. “Encaro a união entre mulheres como a possibilidade de criar o próprio nicho, enquanto o mercado ainda nos exclui”, afirma. Nada mais natural, portanto, que ela seja uma das 17 artistas participantes da Mina Mana Mona, que acontece no próximo domingo, a partir das 15h, na nova sede da associação cultural Despina (@despina.rio), em Santa Teresa.

Diretora artística do espaço, Consuelo Bassanesi descreve o evento como uma feira de artes, ativismos, publicações e roupas, mas reconhece que é também um posicionamento político, ao promover a união de mulheres de todas as identidades. “Nossos projetos sempre incluíram pessoas LGBTQIAP+”, diz. “Acreditamos que a história do ativismo feminista é construída juntamente com pessoas trans e não-binárias.”

Fundada em 2013, a Despina funcionava, até no ano passado, na Rua do Senado, onde abrigava exposições, residências artísticas e cineclubes. Agora, acaba de reabrir as portas no novo endereço, num imóvel compartilhado com o Espaço Mova, este voltado à dança. “Unimos forças para dar continuidade a projetos artísticos num momento em que tantos espaços foram fechados na cidade”, ressalta Consuelo, lembrando que a programação inclui bar e comidinhas veganas da KuzinhaNEM, projeto gastronômico da CasaNem, voltada ao acolhimento da população LGBTIAP+.

Se o mote é agregar, Yuki Hayashi, que estará no evento com o coletivo de moda Fudida Silk, formado por travestis, afirma que a premissa cai como uma luva em tempos de ódio. “Sempre nos abraçamos e nunca houve um espaço de disputa entre nós (mulheres trans e cis). Se uma subir e a outra continuar numa situação vulnerável, não adianta.”

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