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Minério tem alta mais longa desde março com medidas chinesas

(Bloomberg) -- O minério de ferro subiu pela terceira semana consecutiva, a mais longa sequência de ganhos desde março, impulsionada pelas medidas chinesas para resgatar o setor imobiliário.

A matéria-prima siderúrgica chegou a ser negociada acima de US$ 99 a tonelada na sexta-feira, com alta de cerca de 8% na semana.

As 16 medidas anunciadas pela China para tentar pôr fim à crise imobiliária pode ajudar a reavivar o consumo de aço para construção, embora as preocupações permaneçam e há relatos de cortes de produção de algumas usinas.

A melhora das condições macroeconômicas também melhorou as perspectivas para o aço laminado, disse a Haitong Futures em nota. Além disso, com os estoques de minério de ferro em níveis baixos, pode haver esforços de reabastecimento no curto prazo.

Os estoques de minério de ferro chineses caíram 9,8% na semana, em comparação com o ano anterior, segundo a Steelhome. Os embarques australianos e brasileiros caíram 14% e 8%, respectivamente.

A trajetória de crescimento da China é fundamental para o mercado de minério de ferro, já que o país abriga a maior indústria siderúrgica do mundo, que recebe a maior parte de sua matéria-prima do Brasil e da Austrália.

A recente recuperação do minério levou os futuros em Singapura para perto de US$ 100 a tonelada no início desta semana e o nível mais alto desde setembro.

A Fitch Solutions está entre os que ainda aconselham cautela. O mercado de minério “enfrenta pressões de queda, com a atividade de construção na China continental ainda decepcionando, e o mercado imobiliário residencial mostra sinais significativos de problemas”, afirmou em nota. A utilização da capacidade em usinas siderúrgicas caiu nos EUA e na China, acrescentou a Fitch.

--Com a colaboração de Sharon Cho.

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