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Minério avança com apostas de maior produção de aço na China

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- O minério de ferro dá continuidade à recuperação depois de atingir o menor nível em 18 meses. Com os cortes na produção de aço mais altos do que o esperado este ano, as apostas são de que as siderúrgicas na China vão aumentar os volumes no mês que vem.

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Em Singapura, os preços avançaram cerca de 14% em apenas três dias, enquanto os futuros na China subiram no limite intradiário na terça-feira em meio às expectativas de mudança do cenário para a demanda. Os mercados também foram impulsionados por uma série de anúncios do governo chinês, desde possíveis medidas de flexibilização econômica a um potencial suporte para o setor imobiliário.

“O mercado está negociando com a expectativa de retomada da produção das usinas”, disse Lu Ting, analista da Shanghai Metals Market. As usinas devem produzir menos em novembro, o que aumenta a expectativa de que os volumes de aço aumentem no mês que vem, disse a analista. “Melhores margens também ajudaram as siderúrgicas a comprarem ativamente mais minério de ferro.”

As medidas da China para controlar a gigantesca indústria siderúrgica afetaram os mercados ao longo do ano. O minério de ferro atingiu recorde em maio em reação à promessa de corte da produção de aço para reduzir a poluição e emissões, o que levou usinas a aumentarem os volumes no primeiro semestre. Mas o rali logo perdeu força, e os futuros da commodity se desvalorizaram em mais da metade em apenas dois meses, na esteira de mais restrições à produção e turbulência no setor imobiliário chinês - uma fonte importante de demanda -, o que afetou as perspectivas para o consumo.

O país está a caminho de cumprir a meta de produzir menos aço neste ano a fim de reduzir as emissões e a poluição, além de conservar energia. A produção de aço bruto nos primeiros 10 meses do ano totalizou 877,05 milhões de toneladas, o que significa que as usinas podem produzir uma média acima de 80 milhões de toneladas em novembro e dezembro e, ainda assim, manter os volumes abaixo de 1,05 bilhão de toneladas do ano passado. A China produziu 71,6 milhões de toneladas em outubro, o menor nível em mais de três anos.

No cenário macro, o banco central da China sinalizou possíveis medidas de afrouxamento para apoiar a recuperação econômica após a forte desaceleração, enquanto autoridades também buscam flexibilizar as regras de captação de fundos para incorporadoras do país.

“O mercado tem expectativas mais altas de retomada da produção de aço” devido aos anúncios sobre o setor imobiliário e recuperação das margens das siderúrgicas, escreveu a Huatai Futures em nota.

O minério chegou a subir mais de 10%, para US$ 104,60 a tonelada, antes de reduzir os ganhos para US$ 99,20 às 15h30 de Singapura. Os preços se mantiveram abaixo de US$ 100 na maior parte deste mês. Os futuros em Dalian fecharam em alta de 5,2%, enquanto os contratos do vergalhão de aço e bobina a quente também avançaram em Xangai.

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