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Milton Ribeiro volta a criticar Paulo Freire e ataca obra do educador que é referência também no exterior

·2 min de leitura

BRASÍLIA - Em audiência pública na Câmara, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, voltou a fazer críticas ao educador Paulo Freire, que completaria 100 anos em setembro. Um dos parlamentares presentes, o deputado Elias Vaz (PSB-GO), cobrou do ministro declarações críticas que ele fez recentemente, em Goiânia, contra Freire. Ribeiro manteve o tom contra o educador, com a curiosidade de que evita se quer citar seu nome.

- Baseio minha vida em evidências científicas e em resultados. Olha a que pé chegou a educação pública brasileira quando abraçou de olhos fechados algumas pedagogias. Não o avalio tão positivamente assim como o senhor. Respeito a trajetória desse educador, mas as evidências mostram que o modelo proposto nos últimos vinte anos foi um desastre em termos de educação - disse Milton Ribeiro, interrompido pelo deputado:

- O senhor não cita o nome dele. Tem dificuldade disso? - o questionou Vaz.

- Não convém citar o nome de quem não está presente. É um grande educador, mas tenho minha avaliação - respondeu o ministro, que criticou sua principal obras, o livro "Pedagogia do oprimido", reproduzido em vários idiomas e estudado em universidades de muitos países.

- O senhor leu o livro dele, "Pedagogia do oprimido"? Faço questão de lhe dar de presente. Eu li três vezes, e depois podemos conversar. Antes de assumir o ministério, tive esse cuidado - disse o ministro se dirigindo ao deputado.

A teoria e o processo educacional de Paulo Freire se baseia a partir da realidade do aluno, e a partir daí criou seu método de alfabetização de adultos.

A audiência púbica chegou a ser interrompida por alguns minutos, com uma intervenção da presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Brune Brelaz, que criticou a atual gestão do MEC e a falta de orçamento para políticas públicas.

- Os estudantes não conseguem permanecer no ensino superior sem apoio do ministério e do governo. É preciso, urgentemente, rediscutir a recomposição orçamentária para 2022. São 70 mil estudantes com bolsas de estudo atrasadas - disse a dirigente da UNE, cuja manifestação incomodou a base do governo presente.

- Respeito sua manifestação, mas se fosse em Cuba ou na Venezuela não poderia fazer isso - rebateu Milton Ribeiro, em nova manifestação ideológica.

O ministro ainda reagiu a uma declaração do deputado petista Jorge Solla (BA) de que a ex-presidente Dilma Rousseff foi alvo de um "golpe".

- Não concordo com esse chamado golpe, que tirou a ex-presidente Dilma. Foi referendado (o impeachment) pelo parlamento do qual o senhor faz parte. Estamos numa democracia e maioria dos votos vence - disse Ribeiro.

O ministro foi convocado para explicar na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara sobre ampliação e desdobramento de institutos federais de educação, mas sob a crítica de não criar novas vagas e cursos e apenas para indicar mais reitores alinhados com o atual governo. Ribeiro negou essa intenção e afirmou que essa ampliação foi orientada por questão geográfica e para beneficiar regiões que ainda não contam nem com um instituto federal nem com uma universidade.

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